Scania apresenta caminhão RH 460 6×4 movido a gás e amplia portfólio sustentável

A Scania apresentou na Agrishow 2025 o novo caminhão RH 460 6×4 movido a gás/biometano, expandindo seu portfólio de veículos com tecnologia limpa e voltados à redução de emissões no transporte de cargas. O modelo foi um dos destaques entre os veículos expostos pela montadora, que também demonstrou soluções para aplicações rodoviárias e fora de estrada.

O RH 460 6×4 a gás conta com potência de 460 cavalos, tanque com 311 m³ de volume de gás, autonomia de até 450 km, e tração 6×4, que permite aplicações severas no transporte de cargas pesadas. A versão possui duas opções de CMT (capacidade máxima de tração): 90 toneladas, sem redução nos cubos, e 150 toneladas com redução.

Scania gás caminhão

“A cabine R, a nossa mais vendida no mercado, agora também está disponível na versão a gás. A tração 6×4 possibilita tracionar composições de até 74 toneladas”, afirmou Marcelo Gallao, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Scania Operações Comerciais Brasil. “Ter mais um modelo na linha X-gas mostra nossa confiança no sucesso do segmento no Agro.”

Desde a publicação da Resolução CONTRAN nº 1.015/2024, que autoriza o aumento de uma tonelada no peso por eixo dianteiro para veículos com tecnologias alternativas ao diesel, o mercado tem ampliado a oferta de caminhões movidos a gás ou biometano.

A marca também destacou outros modelos de sua linha voltada ao agronegócio e à construção, como: G 560 6×4 XT (canavieiro): motor de 560cv, torque de 2.800Nm e CMT de 150 toneladas; Super 500 RH 6×4: motor de 500cv, torque de 2.650Nm e CMT de 90 toneladas; e P 280 6×4 XT (Light Construction): 280cv de potência, torque de 1.200Nm e CMT de 150 toneladas.

Segundo Luciano Piccirillo, gerente de Vendas de Soluções Off-Road da Scania Operações Comerciais Brasil, os modelos reforçam a presença da montadora nos principais segmentos de transporte: “Estamos reforçando com os clientes todas as vantagens comerciais dos nossos chassis rígidos e cavalos mecânicos na tração 6×4, por ser a configuração mais utilizada no agronegócio”.

O executivo também destacou a versatilidade do P 280 6×4 XT, utilizado em aplicações off-road como caminhão pipa, veículo de suporte ou comboio: “É um verdadeiro coringa”.

Com foco em sustentabilidade, a Scania adotou práticas ambientais no estande, que recebeu o Selo Evento Neutro e a certificação Sou Resíduo Zero, em parceria com a Eccaplan. A primeira iniciativa garante a compensação de CO₂ gerado pelas atividades do estande, enquanto a segunda assegura o reaproveitamento e a gestão correta dos resíduos.

Desde 2019, a Scania já comercializou 1.500 caminhões movidos a gás no Brasil, focando na transição energética do transporte rodoviário.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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