Scania entrega caminhões coletores movidos a biometano/gás natural para a Marquise Ambiental

A Marquise Ambiental, uma das maiores empresas de serviços e soluções ambientais na gestão de resíduos sólidos, serviços urbanos, industriais e transformação de resíduos do país e que opera uma frota de mais de 1 mil equipamentos, recebeu na fábrica da Scania, na última quarta-feira, 27 de novembro, dentro da Semana do Transporte Sustentável, promovida pela fabricante sueca, três caminhões movidos a biometano e/ou gás natural comprimido.

A Marquise está implantando projeto piloto com caminhões coletores movidos a biometano e/ou gás natural em Fortaleza, CE, na frota da EcoFor, e em Osasco, SP, na frota da EcoOsasco. A concessionária responsável pelo negócio e apoio à Marquise será a Casa Scania Conterrânea, CE. Em São Paulo, o suporte será da Casa Scania Codema.

Além destes caminhões coletores movidos a biometano e/ou gás natural, a Marquise Ambiental já tem contratado com a Scania a compra de mais 18 unidades que serão entregues ao longo de 2025.

Combustível do Futuro

A Marquise Ambiental, em parceria com a MDC, é pioneira na implantação da maior e mais moderna planta de biometano do Norte e Nordeste. A GNR Fortaleza, no Ceará, foi uma das primeiras empresas brasileiras a desenvolver o biometano como combustível a partir dos resíduos sólidos e agora investe em uma frota pioneira de caminhões de coleta movidos a biometano.

“Nosso objetivo é desenvolver soluções sustentáveis utilizando tecnologias e os melhores equipamentos disponíveis no mercado. Investimos na frota movida a biometano para atuar em localidades em que poderemos no futuro desenvolver um ciclo completo em que coletamos o resíduo, a partir dele geramos o biogás, produzimos o biometano e abastecemos nossa frota com o combustível renovável, gerando valor para a cadeia produtiva de resíduos sólidos”, esclarece Paulo Studart, diretor de operações da Marquise Ambiental. Para alcançar estes propósitos, a Marquise Ambiental pesquisou os melhores equipamentos no mercado para atender às necessidades operacionais e optou pelo modelo da Scania.

“A Scania inicia uma parceria com a Marquise Ambiental que gerará muitos frutos. São duas empresas que têm a sustentabilidade no centro de suas ações. A Scania é a pioneira na tecnologia de caminhões movidos a gás natural comprimido e/ou biometano no Brasil. Começamos as vendas em 2019 e até agora já superamos as 1.400 unidades negociadas. É um produto consolidado no mercado e que traz uma eficiência energética na redução das emissões”, salienta Alex Nucci, diretor de Vendas de Soluções da Scania Operações Comerciais Brasil. “A Scania está liderando a transição para um sistema de transporte mais sustentável. Nos últimos cinco anos, criamos e desbravamos um mercado que não existia fazendo parcerias com produtores, distribuidores e companhias públicas de gás. Hoje, temos os corredores azuis, a cobertura de gás por praticamente todo o litoral brasileiro e a rede de postos de abastecimento está se expandindo para os interiores do país e Centro-Oeste. E, vamos continuar apoiando e oferecendo todo suporte aos nossos clientes.”

“É uma enorme satisfação poder contribuir de alguma forma para essa onda irreversível que gera benefícios para toda a cadeia produtiva, para a sociedade e o meio ambiente. Juntos, a Marquise, a Scania e a Conterrânea deram um grande passo para viabilizar a bandeira da sustentabilidade, trabalhando cada vez mais por um menor impacto ambiental”, diz Adriano Ventura, diretor-geral da Casa Scania Conterrânea.

Modelo Scania P 280 XT

O caminhão escolhido para o início dessas operações é o modelo semipesado P 280 XT da Scania, que conta com motor Euro 6 (que atende a mais nova lei de emissões) de 9L, pode receber tanto gás natural comprimido quanto biometano em qualquer proporção e entrega uma capacidade de armazenagem, em seus oito cilindros, de até 230 metros cúbicos de gás, conferindo autonomia satisfatória para operações urbanas de coleta de resíduos.

Além disso, o caminhão vocacional da marca possui uma série de configurações específicas para o segmento de coleta. A cabine é a P com pacote off-road XT. O modelo já está equipado com a caixa de câmbio Opticruise G25CM, a mesma utilizada no pesado Scania Super, e que garante trocas de marchas mais rápidas.

“Tecnicamente, o modelo P 280 XT da Scania atende a todas as exigências operacionais e promete ser uma grande mudança de paradigma no segmento”, informa Pablo Mota, gerente nacional de manutenção da Marquise Ambiental.

O biometano, de fonte de energia renovável e que também pode ser gerado a partir de vinhaça, palha e torta de filtro – resíduos do processamento da cana-de-açúcar –, pode reduzir em até 90% as emissões de gases. Os benefícios também estão ligados diretamente à saúde da população em razão da diminuição de óxidos de nitrogênio (NOx) e de material particulado, que são muito inferiores na comparação ao diesel. Os pioneiros caminhões semipesados e pesados Scania movidos a gás (natural comprimido e/ou biometano) são vocacionados para médias e longas distâncias. Seus motores são do Ciclo Otto (o mesmo conceito dos automóveis) e não são convertidos do diesel para o gás, têm garantia de fábrica, tecnologia confiável, desempenho consistente e força semelhante ao diesel. Além de serem mais silenciosos. As potências oferecidas são: 280, 340, 420 e 460 cavalos.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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