São Paulo representa cerca de 61% do mercado de condomínios logísticos do Brasil

23/03/2016

O Estado de São Paulo tem o maior inventário de condomínios logísticos de alto padrão do Brasil, 6.658 m², o que representa 61% do inventário nacional. Segundo dados da Colliers International Brasil em relação ao fechamento do ano, o inventário de São Paulo sofreu um incremento de 13% em relação ao ano de 2014.

A cidade de Jundiaí é a que possui o maior inventário do Estado, 1.308 m², seguido por Cajamar, 1.007 m², Guarulhos, 899 m², e Campinas, 826 m². Os menores inventários de São Paulo estão em Osasco / Carapicuíba, 101 m², e Ribeirão Preto, 110 m².

Ainda de acordo com o estudo da Colliers, o Estado de São Paulo pratica os mesmo preços médios pedidos de locação do Brasil, R$ 20,00 m²/mês, sendo que os valores mais altos do Estado estão no ABCDM, R$ 25,00 m²/mês, Osasco / Carapicuíba, R$ 24,80 m² /mês, e Guarulhos, R$ 24,00 m²/mês. Os valores mais baixos são encontrados em Sorocaba, R$ 15,30 m²/mês, Ribeirão Preto, R$ 16,70 m²/mês, e Vale do Paraíba e Campinas, ambos com R$ 17,10 m²/mês.

Quanto à taxa de vacância, São Paulo tem 21% ante 18% da taxa nacional. As taxas de vacância mais altas do Estado estão em Piracicaba (48%) e Ribeirão Preto (47%).

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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