Saiba como a telemetria auxilia na gestão de frotas internas

26/07/2023

Transparência na operação, tomada de decisão baseada em dados, prevenção de acidentes, redução de custos. O uso da telemetria na gestão de frotas vem otimizando a produção em plantas industriais, possibilitando que as empresas possam tomar decisões estratégicas e mais assertivas em suas operações.

O conceito de telemetria não é novo. Surgiu em 1912, como uma tecnologia para monitorar redes de telefonia e transmissão de dados. Na década de 1950, a telemetria chegou ao setor aeroespacial, monitorando satélites e sondas e, em 1990 passou a ser utilizada no segmento automotivo. Hoje, é usada também no gerenciamento de equipamentos de movimentação interna dos mais diferentes segmentos da cadeia industrial. “Com os dados coletados é possível analisar com clareza uma série de questões, tendo uma visão clara da produtividade e eficiência dos equipamentos”, explica Mário Bavaresco Neto diretor de Inovação da Softrack.

Utilizando tecnologia própria, de software e hardware, a Softrack desenvolve, desde 2010, o Softrack Fleet Management. O sistema é composto por soluções cloud e equipamentos eletrônicos instalados diretamente nas máquinas. Os equipamentos capturam os dados das máquinas e fornecem, de forma clara e objetiva, as mais diversas informações a respeito da frota.

Conheça os benefícios oferecidos pelo sistema através dos tópicos abaixo:

●       Redução de custos

Através dos dados coletados, o gestor tem acesso a cada máquina e sabe quanto tempo ela é operada realmente, qual o turno em que melhor opera, quais máquinas estão subutilizadas, quais os melhores operadores, quanto tempo a máquina passa em manutenções, qual a efetividade dela versus a indisponibilidade. As decisões baseadas nestas informações têm impacto direto na redução dos custos operacionais.

●       Transparência na operação

Do momento em que a máquina foi ligada ao momento em que foi desligada, o gestor tem todas as informações sobre sua frota: qual o responsável pela utilização de cada máquina, horímetros completos, ocorrência de impactos entre muitos outros indicadores.

●       Segurança do trabalho

Apenas os condutores cadastrados podem operar os equipamentos. Através do checklist eletrônico, o sistema impede o funcionamento das máquinas caso algum item crítico seja apontado, garantindo que apenas máquinas em perfeitas condições de uso possam ser utilizadas. Também é possível gerenciar a validade de certificados, certidões ou atestados de saúde dos operadores.

Eficiência comprovada na gestão

Referência na fabricação e fornecimento de fundidos ferroviários e industriais, a AmstedMaxion utiliza o sistema Softrack desde 2016. Neste período, a empresa conseguiu reduzir em mais de 25% os custos de gestão de frota de empilhadeiras.

“Tivemos excelentes resultados na gestão em função do controle de hora disponível x hora trabalhada, que nos ajudou a identificar as necessidades de treinamento por setor e por operador. Passamos a fazer gestão do nosso sistema interno de controle de ocorrências com os dados do Softrack, que ajudou na identificação do operador pelo checklist eletrônico. O sistema também nos auxilia a utilizar linhas de rota para reduzir o número de viagens e, consequentemente, reduzir custo de GLP, pneus e manutenção preventiva”, conta Edir Ribeiro Paes, gerente de Planejamento e Logística da empresa.

Através do checklist eletrônico e indicadores gerados pelo sistema, como controle de velocidade e aceleração em elevação, a empresa também conseguiu reduzir em 80% o índice de acidentes e avarias na operação de empilhadeiras em sua planta.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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