Rota das Bandeiras inicia obras de recuperação profunda do pavimento na Prof. Zeferino Vaz (SP-332)

04/05/2016

A Concessionária Rota das Bandeiras inicia nesta terça-feira, dia 3, as obras de recuperação profunda da rodovia Prof. Zeferino Vaz (SP-332). Este ano, será executada a 1ª fase do trabalho, com a ‘reconstrução’ da rodovia do km 110 ao km 135, entre Campinas e a divisa entre os municípios de Paulínia e Cosmópolis. Este é o trecho da SP-332 que tem o maior fluxo de veículos, com média de 60 mil veículos/dia. O investimento da Concessionária somente em 2016 na rodovia será de R$ 30 milhões. Para a realização da melhoria, trechos da rodovia ficarão interditados de forma ininterrupta.

A intervenção terá início no km 120, em Paulínia, na pista sentido Mogi Guaçu. A faixa da direita e o acostamento ficarão interditados 24h. A previsão é de que o trecho seja concluído até sexta-feira (6). A recuperação, de até 40 cm de profundidade, inclui ainda a implantação de drenos na estrutura do pavimento, visando ampliar sua capacidade de absorção da água das chuvas. Para minimizar os transtornos aos motoristas, os trechos interditados na rodovia terão, no máximo, 1,5 km de extensão.

Os trechos em obra recebem sinalização especial, que inclui iluminação noturna. A Concessionária pede compreensão aos usuários. Em caso de dúvidas, os motoristas devem entrar em contato por meio do 0800-770-8070.

A obra segue os mesmos moldes da recuperação realizada na D. Pedro I (SP-065)– atualmente, são cinco pontos com intervenções na SP-065 -, com interdição permanente de faixas de rolamento. Primeiramente, é feita a recuperação da faixa da direita, mais desgastada por conta do fluxo de caminhões. Na sequência, a melhoria é feita na faixa da esquerda.

“Uma característica da SP-332 é ter uma base mais flexível do que a D. Pedro I. Por isso, faremos o alteamento da rodovia em alguns trechos, garantindo assim um reforço estrutural, que aumentará a vida útil do pavimento”, destaca o engenheiro Luis Felipe Pinheiro Garcia.

A Rota das Bandeiras é uma empresa da Odebrecht Rodovias, que reúne os investimentos da Odebrecht TransPort em concessões rodoviárias. A Odebrecht TransPort desenvolve, implanta e opera projetos nas áreas de mobilidade urbana, portos, aeroportos e sistemas integrados de logística.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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