RIOgaleão reduz tempo médio de permanência das cargas em 16%; veja ganhadores do prêmio de eficiência logística 2023

09/08/2024

Desde 2014, quando começou a concessão, houve uma redução de 65% no tempo médio de liberação de carga

O Aeroporto Internacional Tom Jobim (RIOgaleão) promoveu a 8ª edição do prêmio do Programa de Eficiência Logística (PEL) 2023 no dia 8 de agosto, no Jockey Club, Rio de Janeiro. A cerimônia homenageou as empresas que se destacaram em eficiência logística no Terminal de Cargas do RIOgaleão durante 2023. A Logweb foi convidada a participar da cerimônia de entrega dos troféus.

O principal objetivo do programa é estimular importadores, exportadores e prestadores de serviços a obter melhores performances logísticas e desenvolver laços com o Terminal de Cargas RIOgaleão. Com a participação de 399 empresas, um aumento de 6% em relação a 2022, o PEL 2023 conseguiu reduzir o tempo médio de permanência das cargas em 16%, alcançando 33 horas e 56 minutos. Desde 2014, quando começou a concessão, houve uma impressionante redução de 65% no tempo médio de liberação de carga.

São contemplados 12 segmentos de mercado, entre eles: Automotivo Transporte Terrestre; Instrumentos e Equipamentos Médicos; Farmacêutico; Metal Mecânico; e Petróleo & Gás (operações e serviços). Além de quatro destaques: Companhia Aérea, Agente de Carga, Despachante e Transportador Rodoviário.

Cada vencedora indica uma empresa parceira nas categorias agente de cargas, despachante aduaneiro e transportador rodoviário para também ser homenageada, reconhecendo a importância de toda a cadeia logística no processo.

Confira os ganhadores de 2023

CategoriaSegmentoVencedorAgente de CargasDespachante AduaneiroTransportador Rodoviário
ImportadorAutomotivo / Transp TerrestrePEUGEOT CITROENCEVATITO SMART MODALTRANS FERRARI
ImportadorDiversosFrescattoKuehne + NagelRioportFrescatto
ImportadorEquip. Instrum. MédicosCarl Zeiss Vision BrasilInterfreightInterfreightCARL ZEISS VISION
ImportadorFarmacêuticoGSK BrasilDHL Global ForwardingBRASILIENSERODOFLY
ImportadorIndust. e Transporte NavalSiem OffshoreAVXJS EnergyQUALITY PLUS
ImportadorMetal MecanicoHIDEO NAKAYAMAGIANT CARGOHIDEO NAKAYAMAHIDEO NAKAYAMA
ImportadorPetróleo e Gas OperaçãoEquinor BrasilPENTAGONJS EnergyExpresso Predileto
ImportadorPetróleo e Gas ServiçosNOVCRANECRANEExpresso Predileto
ImportadorQuímicosMANE DO BRASILILS CARGOILS CARGOTRANSAIRTRUCK
ImportadorTecnologiaGLOBODHL EXPRESSTASKRick Rio
ImportadorTêxtilZara BrasilCLIPPERCLIPPERLordêlo

Destaques

SegmentoVencedor
Cia AéreaTAP Air Cargo
Agente de CargasPENTAGON
DespachanteJS Energy
Transportador RodoviárioExpresso Predileto

O evento contou com a presença de lideranças e autoridades, como o Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico, Chicão Bulhões, e Tomé Franca, Secretário Nacional de Aviação Civil, além de representantes da Firjan, Fecomércio, Anvisa e Receita Federal do Brasil.

Clique aqui para mais informações sobre o PEL.

E veja aqui os vencedores do PEL 2022.

Dados do semestre

Patrick Fehring, Diretor de Negócios Aéreos do RIOgaleão

Conforme Balanço Semestral de Cargo 2024, o Terminal de Cargas do RIOgaleão movimentou 29 mil toneladas de mercadorias entre importações e exportações, com as importações somando US$ 6,4 bilhões em valor declarado no primeiro semestre de 2024. Este desempenho marca um novo recorde desde o início da concessão, refletindo um crescimento de 12% no volume e 18% no valor das cargas em comparação a 2023. Além disso, as operações do RIOgaleão Cargo se tornaram 16% mais eficientes na comparação entre 2023 e 2022.

Segundo Patrick Fehring, Diretor de Negócios Aéreos do RIOgaleão, 2024 tem sido marcante. “Neste semestre, a participação do RIOgaleão Cargo no valor total das mercadorias importadas que chegam ao estado do Rio de Janeiro subiu de 25% para 31%. A entrada da rota regular da companhia aérea cargueira Atlas Air e o aumento na frequência de voos para os Estados Unidos e Europa proporcionaram maior capacidade de envio de carga e melhores condições de frete aéreo”, ressaltou.

Os setores que mais impulsionaram esses resultados foram o Transporte Aéreo, com 21% (CIF) e 19% (peso); Petróleo e Gás, com 18% (CIF) e 5% (peso); Farmacêutico, com 21% (CIF) e 3% (peso); e Automotivo, com um crescimento de 118% (CIF) e 218% (peso). Esses números refletem tanto o crescimento do setor de Petróleo e Gás, a força da Indústria Farmacêutica e os investimentos no mercado de Aviação no Rio de Janeiro, quanto o aumento da oferta de rotas para o estado e o reconhecimento da eficiência das operações do RIOgaleão Cargo pelos clientes.

Leandro Lopes, Gerente Comercial do RIOgaleão Cargo

“No último ano, a mudança no sistema da Receita Federal foi vista como uma oportunidade por nossa equipe, autoridades e parceiros para consolidar o Rio de Janeiro como uma referência em operações de carga aérea no país. O resultado foi o reconhecimento da Organização Mundial das Aduanas pela excelência nessa transição, que continua a reduzir o tempo de permanência das cargas para os clientes do RIOgaleão”, acrescentou Leandro Lopes, Gerente Comercial do RIOgaleão Cargo.

Segundo Eduardo Calderelli, gerente operacional do RIOgaleão Cargo, a conformidade regulatória é um dos princípios que direcionam os processos do aeroporto. “Ao longo dos últimos anos, com toda a divulgação feita pela Receita Federal para a implantação do Portal Único, desde os primeiros passos com a Declaração Única de Exportação até as mais recentes inovações, como o Módulo Recintos e o Controle de Carga e Trânsito (CCT) para importação, o RIOgaleão tem se empenhado em integrar toda a cadeia logística. Atuamos muito na promoção do conhecimento voltado para essa melhoria do processo”, disse.

10 anos

Em agosto, a concessionária RIOgaleão comemora seus 10 anos. Nesse período, foram investidos cerca de 70 milhões de reais em melhorias de infraestrutura e sistemas. “Desde o início da concessão, conseguimos reduzir o tempo médio de permanência da carga em 65%. Esse resultado não é mérito apenas nosso; é fruto de um esforço coletivo que envolve importadores, agente de carga, despachantes, Receita Federal, Anvisa, entre outros. E o PEL é uma peça-chave nesse esforço”, disse Fehring.

Segundo ele, alguns podem supor que seria mais lucrativo manter a carga por mais tempo no terminal, porém, na realidade, a eficiência contribui para aumentar a participação do aeroporto de mercado. “Hoje, por exemplo, premiamos a Zara, que faz boa parte de suas importações através do RIOgaleão. Também reconhecemos a GE Celma, que há 10 anos não usava nosso aeroporto, mas agora a maior parte de suas cargas são desembaraçadas aqui”, explicou.

Últimas novidades

Em maio, a companhia cargueira Atlas Air iniciou suas operações no RIOgaleão com o Boeing 747, que tem capacidade de transportar até 100 toneladas por viagem. Essa aeronave é capaz de transportar cargas de grande porte, como produtos perigosos, ferramentas, carreteis e turbinas de grandes dimensões.

Com a adição da Atlas Air às duas aeronaves da Latam, o aeroporto agora conta com três cargueiros operando na rota para os Estados Unidos. “Estamos negociando uma segunda frequência com a Atlas Air para atender às demandas de cargas urgentes e de alto valor. Além disso, podemos expandir para cinco aeronaves operando para os EUA, já que outra companhia também está em tratativas conosco”, revelou Lopes.

Segundo ele, em importações, o aeroporto está caminhando para um crescimento de 15% em 2024, em comparação a 2023. “A expectativa é chegar a 12,8 bilhões de dólares em importações, contra 7,7 bilhões de dólares no ano passado, que foi um recorde”, acrescentou.

O RIOgaleão recebe 85% das cargas em aeronaves de passageiro e 15% em aeronaves cargueiras.

TECA em números

O Terminal de Cargas do RIOgaleão Cargo possui 55.000 m² de área alfandegada, 3.600 m² de área para armazenamento doméstico operada por Latam, Gol e Azul, 9 posições dedicadas a cargueiros, mais de 40 docas para movimentação de carga, incluindo docas com controle de temperatura, um transelevador com 1.380 posições de armazenamento com temperatura controlada, e 22.350 m³ de capacidade de armazenamento frigorificado.

Teca Importação
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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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