RIOgaleão Cargo está preparado para o período das Olimpíadas

05/08/2016

Faltam dois dias para o início dos Jogos Rio 2016, e o RIOgaleão Cargo já iniciou sua operação especial para o período do maior evento esportivo do planeta desde o mês passado. Com a expectativa de movimentar 2 mil toneladas a mais do que nos dias comuns, o terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim ganhou um espaço exclusivo e totalmente dedicado às atividades de importação, exportação e armazenagem de material envolvido com o evento. A iniciativa garante à empresa que ambas as operações, olímpica e regular, sejam realizadas de forma íntegra e com equipes e infraestrutura separadamente dedicadas.

O Armazém Olímpico possui 2.800 m² e conta com uma área alternativa, disponível no pátio de aeronaves, em seu planejamento de contingência. O espaço contará com a presença de órgãos reguladores (Polícia Federal, Receita Federal, ANVISA, VIGIAGRO e IBAMA) e uma equipe de 18 colaboradores do RIOgaleão Cargo totalmente dedicados à operação olímpica, durante todos os dias da semana, 24 horas por dia. A área, que já recebeu as primeiras importações, deve receber equipamentos de broadcast, merchandising e material olímpico, entre outros.

Para o período dos Jogos Rio 2016, o RIOgaleão Cargo já tem voos charter (não-regulares) confirmados de cargueiros das companhias Emirates, LATAM, Lufthansa, Cargolux e Atlas. Alguns destes voos são responsáveis por trazer os mais de 300 cavalos das provas de Hipismo – alguns, inclusive, já chegaram pelo terminal.

O Armazém Olímpico contará com infraestrutura completa de segurança e equipamentos de manuseio para operação no pátio e no armazém. “Já investimos quase R$ 30 milhões para melhorar nossa infraestrutura e o desempenho operacional. Agora, com as Olimpíadas, temos a oportunidade de mostrar para o mercado mundial tudo que já foi feito para que sejamos um dos mais modernos e eficientes gateways da América Latina”, explica Patrick Fehring, diretor do RIOgaleão Cargo.

Operação regular íntegra

Fehring faz questão de ressaltar que a operação regular do terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim seguirá de forma normal, e que o tempo de liberação da carga é, hoje, o melhor dos últimos três anos. “Nossa maior preocupação, certamente, é com os clientes regulares que já conhecem e confiam no nosso trabalho. Nosso espaço está totalmente apto para realizar ambas as operações sem que uma interfira na outra, principalmente porque, hoje, estamos operando em menos de 50% de nossa capacidade total de armazenagem”, afirma.

O RIOgaleão Cargo embarcou em um programa de melhoria operacional para consolidar a sua posição como um dos líderes gateways de frete aéreo da América Latina. Desde o início da concessão, em agosto de 2014, até o fim deste ano, a concessionária que administra o aeroporto terá investido R$ 30 milhões em equipamentos novos e melhorias de infraestrutura.

O terminal de cargas conta com 45 mil m² de espaço de armazenagem sem restrições, mais de 13.780 posições de espaço de prateleira e 17 mil m³ de modernas instalações de armazenamento a frio. O RIOgaleão Cargo conta, também, com posições de estacionamento para até nove cargueiros de fuselagem larga por vez e dispõe da maior pista do Brasil (4 mil metros), além de não possuir restrições de capacidade e operar todos os dias da semana, 24 horas por dia.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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