Relação comercial com a Ásia impulsiona movimentação de carga no Brasil

05/12/2018

A China continua sendo o maior mercado consumidor do Brasil, destino de 26,8% das exportações brasileiras realizadas de janeiro a outubro, com alta de pouco mais de 5% na comparação com o mesmo período do ano passado (22,5%). Os números são do relatório estatístico do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e correspondem a uma movimentação financeira na ordem de US$ 199.079.344.901 (valor FOB – Free On Board – no período).

O bom desempenho dos negócios do país com os parceiros do continente asiático contribuiu para aumentar a movimentação de contêineres da Allog, empresa especializada em logística internacional, para a região em 56% em 10 meses de 2018, na comparação com 2017. O aumento das movimentações da Allog para Ásia acompanha a tendência atual de crescimento da relação comercial entre o Brasil e o continente. Os embarques se dão principalmente por Navegantes, Itajaí, Itapoá e Imbituba, em Santa Catarina, além de Rio Grande (RS) e Santos (SP).

De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, a Ásia (incluindo a China e a Índia) e a África ocuparam lugar de destaque na agenda do governo federal , tanto pelo papel que já desempenham na economia global quanto pelo seu potencial de crescimento. Entre os itens movimentados pela Allog com destino àquela região, destaque para a glicerina, madeira, produtos químicos, produtos têxteis, tabaco, resina (tanino), utensílios domésticos e ração animal.

A balança comercial do Brasil deve repetir este ano o resultado do ano passado, afirmou recentemente o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge de Lima. Em 2017, as exportações brasileiras superaram as importações em US$ 67 bilhões, o melhor resultado desde 1989, início da série histórica do MDIC. Entres os países asiáticos, a China respondeu durante todo o ano passado por 21,81% do vendido pelo Brasil para o exterior e 81% desse comércio está concentrado em produtos básicos – soja e minérios correspondem a 62% das exportações.

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