Redes privativas impulsionam a inovação na logística

10/04/2024

A automatização e a digitalização dos processos na logística é extremamente importante para eficiência nas operações e demais atividades. Por essa razão, as organizações necessitam de uma conectividade que suporte sua evolução com segurança e possibilite a adoção de tecnologias emergentes, como Internet das Coisas, Inteligência Artificial e Machine Learning. Para atender essas demandas, a tendência do uso de redes privativas cresce cada vez mais.

Essa tecnologia é desenhada individualmente para atender as necessidades de taxas de transmissão, latência e área de cobertura de cada organização. Pensando nisso, a Embratel tem atuado para mostrar todo o potencial das redes privativas no segmento, testando e habilitando essa infraestrutura digital para que esse mercado evolua com inovação, já possuindo diversos casos de uso.

Case Porto de Suape: Pela primeira vez na América Latina, foi instalada uma rede 5G Standalone (SA) privativa na faixa 3,5GHz em um porto. A Embratel, a Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários e o Complexo Industrial Portuário de Suape se uniram para levar inovação ao Porto de Suape.

O Porto de Suape ocupa área de 17,3 mil hectares, é interligado a mais de 250 portos e tem capacidade de movimentação anual de 250 mil carros. Com o alto fluxo de veículos para importação e exportação, que passam pelo local mensalmente, diversas etapas manuais de identificação e monitoramento eram necessárias, tornando o processo repetitivo e demorado.

Por isso, foi realizado uma Prova de Conceito (PoC) que utilizou 5G e câmeras inteligentes integradas com uma solução de Video Analytics para automatizar e otimizar os processos logísticos de identificação e monitoramento de entrada e saída de veículos armazenados no atracadouro, minimizando expressivamente o tempo e os esforços gastos para conferência de cargas de automóveis.

Case Gerdau: Automatização, produtividade, flexibilidade, rastreabilidade, uso de dados e segurança nos processos de planejamento, produção e logística são os conceitos da Indústria 4.0, que estão sendo aplicados pela Gerdau em sua planta industrial de Ouro Branco, MG, maior usina da empresa no mundo.

As inovações serão viabilizadas por uma rede privativa dedicada 5G e LTE 4G habilitada pela Embratel em mais de 8.300.000 m2 da planta. Este é o primeiro projeto de uso do 5G no setor do aço na América Latina. Siderúrgicas são lugares com alta complexidade e criticidade. Portanto, ter uma infraestrutura digital completa para habilitar um ambiente mais seguro e produtivo é fundamental.

Por isso, a Embratel está atuando com a Gerdau para que a produtora de aço atinja o próximo nível de digitalização, ampliando o gerenciamento e sensoriamento de ativos críticos, uso de carboxímetros conectados, caminhões autônomos, retroescavadeiras telecontroladas, além da monitoração inteligente por câmeras e drones para segurança preditiva, por exemplo.

Case Nestlé: Na fábrica da Nestlé localizada em Caçapava, SP, a Embratel habilitou o 5G SA da Claro, usando tecnologia de redes privativas, para obter uma rede com conectividade segura de 4G e 5G de alta velocidade que está impulsionando a transformação digital principalmente no ambiente industrial da empresa. Uma das Provas de Conceito (PoC) realizadas com 5G é a aplicação de um Veículo Autoguiado (AGV) na produção logística. Com redução na latência, o controle do equipamento ocorre quase em tempo real e de forma remota, possibilitando que seja usado com mais segurança, prevenindo riscos de colisões. A iniciativa permite uma maior complexidade da operação, proporcionando a adição de mais AGVs, e o impacto positivo na capacidade produtiva e logística da fábrica, tornando esse ecossistema ainda mais confiável, disponível e abrangente.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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