Raízen recebe 210 caminhões da Volvo

09/04/2021

Raízen

Referência global em bioenergia e player nº 1 na produção e comercialização de açúcar, a Raízen utilizará caminhões Volvo em suas operações de São Paulo e do Mato Grosso do Sul na safra de cana-de-açúcar 21/22, que começa agora em abril.

A companhia já recebeu 210 unidades dos modelos FMX e FH, que trabalharão no transporte de cana picada, levando cargas da área de transbordo na lavoura até o local de moagem, dentro das instalações das usinas.

Nesse negócio, a Raízen optou por dividir o lote de 210 veículos entre locadoras e Operadores Logísticos. A empresa trabalha com o conceito de Custo Total de Propriedade (Total Cost of Ownership), que leva em consideração todos os custos relacionados ao produto em sua vida útil.

Parte da transação foi feita com o apoio da Volvo Financial Services Brasil, a divisão do Grupo Volvo que oferece várias soluções financeiras no mercado local.

O fechamento deste novo negócio com a Raízen é mais uma comprovação da liderança da Volvo no setor, segundo a montadora. A marca tem uma forte presença no segmento vocacional brasileiro, com caminhões destinados a operações mais severas, inclusive no setor sucroalcooleiro. Os veículos da Volvo estão presentes em todo o ciclo do setor de álcool e açúcar.

“As necessidades de transporte e a logística do setor sucroalcooleiro são complexas. Existem várias aplicações, cada qual com suas peculiaridades. Os modelos Volvo possibilitam diferentes especificações que, combinadas, atendem todas as necessidades”, afirma Alcides Cavalcanti, diretor executivo de caminhões da Volvo no Brasil.

A composição (caminhão + implemento) depende do tipo de cana-de-açúcar transportada (picada ou inteira) e da estrada onde vai trafegar. A escolha correta do modelo para cada tarefa é fundamental para obter o melhor desempenho do veículo, garantir maior produtividade e aumentar a rentabilidade da empresa.

Para estas operações, os modelos ideais são o FMX, o FH e o VM, este último mais indicado para atividades de apoio. O VM é adequado para trabalhos como transbordo de cana; caminhão bombeiro, chegando a qualquer parte do canavial; comboio de lubrificação e abastecimento de veículos e máquinas; como oficina, guindaste hidráulico e caçamba basculante.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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