PX܂Center planeja investir mais de R$ 5 milhões em 2024 para promover qualificação de motoristas para transportadoras

21/02/2024

Preocupada com a escassez de mão de obra de motoristas profissionais, a PX܂Center, holding do universo das cargas que abrange as marcas Motorista PX, Academia PX e Ajudante PX, pretende investir mais de R$ 5 milhões em treinamentos e atualização de motoristas para as transportadoras em 2024.

A ideia é que os treinamentos sejam oferecidos por meio da Academia PX, uma das marcas do grupo, criada para ajudar na qualificação dos profissionais da cadeia de logística. Dessa forma, será possível integrar os motoristas e ajudantes novos, padronizar as entregas nos embarcadores ou atualizar os motoristas e ajudantes parceiros, por meio da automatização dos processos educativos.

Atualmente, a Motorista PX, considerada a maior plataforma brasileira de mão de obra de motoristas profissionais, possui mais 35 mil contratos performados e dobra de tamanho a cada três meses. Sua base conta com mais de 150 mil motoristas aptos para atenderem seus clientes. Ao todo, mais de 10 mil profissionais se cadastram mensalmente na ferramenta.

“Um de nossos principais propósitos aqui na PX é impactar a vida de nossos motoristas parceiros, oferecendo qualificações e ferramentas para o seu desenvolvimento profissional. Queremos promover uma imagem mais positiva para a categoria, atraindo cada vez mais pessoas para a profissão. Além disso, sabemos que motoristas mais qualificados significam taxas mais baixas de acidentes rodoviários, o que é bom para todo o setor”, comenta André Oliveira, CEO da PX܂Center.

Perfil dos motoristas brasileiros

Interessada em conhecer mais o perfil dos motoristas cadastrados em sua plataforma, a PX levantou informações relevantes sobre esses profissionais. De acordo com a base de dados, a média de idade geral dos motoristas é de 41 anos, enquanto a média dos motoristas qualificados é de 42,5 anos.

Esse número fica bem abaixo comparado a idade média dos motoristas profissionais brasileiros, que é de 53,5 anos. “Essa diferença mostra que o interesse pela modalidade de trabalho da economia compartilhada é aderente às novas gerações, comprovando uma maior tendência dos Millennials de optar pelo modelo de trabalho da PX”, explica Oliveira.

Atraindo cada vez mais profissionais, a evolução da base de registros da plataforma da PX é constante e robusta. No quarto trimestre de 2023, por exemplo, foram realizados 33.415 registros de novos motoristas interessados em atuar no modelo da empresa. Quando comparado com o terceiro trimestre do ano passado, houve um aumento de 27,2% na base de motoristas cadastrados.

Além disso, em 2023, foram realizados 106.377 registros de novos motoristas interessados em atuar no modelo da empresa. Quando comparado com dezembro de 2022, houve um aumento de 3,15 vezes na base de motoristas cadastrados. Para otimizar ainda mais as operações, a PX também vem investindo fortemente em seu time interno. A empresa fechou 2023 com o total de 99 colaboradores, sendo 64 diretos e 35 indiretos. Os planos de expansão para 2024 são ambiciosos e a startup acredita que terminará o próximo ano com mais de 300 colaboradores.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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