Procer lança versão customizável de plataforma para gestão inteligente da armazenagem de grãos

19/12/2022

Para garantir a qualidade no armazenamento de grãos para comercialização e aumentar a competitividade dos negócios, é preciso que os gestores tenham acesso a informações detalhadas da situação nos silos para, assim, haver mais segurança na tomada de decisão. Atendendo essa necessidade, a catarinense Procer Agrointeligência de Pós-Colheita lançou o White Label, um produto com versões básicas de customização para o sistema de gerenciamento de grãos da empresa até versões com business intelligence (BI) e mineração de dados direcionado a necessidade de cada cliente.

Além de o produto já entregue pela Procer permitir a visualização do volume de grãos nos silos, os tipos de grãos armazenados, as condições desses produtos e, principalmente, o controle e a gestão do momento certo para uma intervenção com aeração, adequando a massa de grãos a condições ideais de armazenagem, agora, o cliente pode ter acesso a uma interface amigável e com a identidade da sua empresa. “O White Label permite a customização do nosso sistema para a marca do cliente, de forma amigável, deixando a interface e usabilidade mais próximas da identidade visual da empresa precisando de poucas semanas para o processo de implantação”, explica o gerente de produtos da Procer, Luciano Beskow. 

Neste ano, foi lançada a versão “bronze” da nova aplicação, e já está disponível para comercialização no mercado. A versão silver é a próxima a ser lançada e estão em desenvolvimento as versões gold e platinum, cada uma adicionando mais recursos na mesma categoria de novas entregas direcionadas à mineração de dados e Big Data e personalização do sistema.

Sobre o setor A capacidade de armazenagem de grãos no Brasil chegou a 183,3 milhões de toneladas no segundo semestre de 2021, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa é de que em 2022 esse número cresça, chegando a 253,2 milhões de toneladas. E para a Safra 22/23 a previsão é de 312,4 milhões de toneladas de grãos, sendo novamente safra recorde segundo a CONAB.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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