Posidonia desembarca na Intermodal com embarcações e serviços

01/04/2016

A Posidonia, empresa especializada no transporte de cargas pela costa brasileira (cabotagem) e longo curso, anuncia participação no Intermodal South America, maior evento do continente americano para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior. A conferência acontece em São Paulo de 5 a 7 de abril, no Transamérica Expo Center.

Durante a feira, a Posidonia trará mais informações sobre o navio multi-prósito Posidonia Bravo, embarcação em fase avançada de construção no Rio Grande do Sul. Tem custo estimado de US$ 17 milhões, possui capacidade para transportar 2,7 mil toneladas e atenderá a demanda de cargas especiais para projetos de infraestrutura.

“Esse navio é uma das grandes apostas da empresa para se diferenciar em relação à concorrência. É uma embarcação versátil e apta para navegar em todo o território nacional. Outra vantagem dela é que terá a versatilidade de um navio moderno para fazer muitos tipos de manobras nos principais portos do Brasil”, explica Abrahão Salomão, sócio da Posidonia.

Até 2020 a empresa pretende investir cerca de US$ 100 milhões na aquisição e afretamento de novas embarcações. Com a ampliação da frota, a Posidonia terá condições de melhorar sua competitividade, oferecer serviços com menores custos e dobrar sua participação no mercado.

Outra embarcação que chega para compor a frota é a P. Fenix. Afretado pela companhia, o navio de carga geral tem capacidade para transportar 2,7 mil toneladas e é utilizado para remessa de cargas secas unitizadas e especializadas de projetos de infraestrutura.

Em outra frente mais ousada, a Posidonia também planeja construir mais três navios com capacidade de até 15 mil toneladas a partir do próximo ano. Cada embarcação consumirá cerca de US$ 27 milhões de investimento, com parte bancada pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM).

“A Posidonia é uma empresa nova e vem aumentando gradualmente a sua participação no mercado nacional. Buscamos apresentar na Intermodal todas as nossas soluções para transporte marítimo de carga, com máxima eficiência e agilidade, a todos os players da indústria”, diz Abrahão.

Além do Posidonia Bravo e P.Fenix, a companhia opera com navios próprios, afretados e administrados. A empresa atua em projetos que vão do abastecimento e suporte a plataformas marítimas ao transporte de automóveis e cargas especiais entre os portos do Brasil e Argentina.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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