Porto do Itaqui recebe o maior navio de combustíveis

11/12/2019

Na última quinta-feira (5), atracou no Porto do Itaqui o maior navio já operado por uma companhia distribuidora de combustíveis no Brasil. O Pacific Rawal, com 243 metros de comprimento, realiza operação de descarregamento de 103 mil metros cúbicos de diesel da BR Distribuidora, cerca de um quarto da capacidade de armazenamento do porto. Este é o maior volume de granel líquido movimentado no País em um único desembarque.

O navio saiu do Porto de Roterdã, na Holanda, e a carga será distribuída às bases parceiras da companhia no Itaqui (Tequimar, Granel 2, Pool IPP/BR e Transpetro). Todo esse combustível que entra pelo Porto do Itaqui abastece não só o Maranhão, mas também o Piauí e estados do Centro-Norte do País (Tocantins, sul do Pará, parte de Goiás e Mato Grosso).

Ao lado dos grãos, os derivados de petróleo são uma das cargas que mais têm contribuído para os resultados positivos nas operações do porto público do Maranhão, neste ano. De janeiro a novembro foram movimentadas 23,5 milhões de toneladas de cargas pelo Porto do Itaqui, volume 14,5% maior que a movimentação registrada no mesmo período de 2018. Só em granéis líquidos (os derivados de petróleo) foram 7,4 milhões de toneladas, um aumento de 23% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Esses resultados devem-se à retomada da movimentação de carga de entreposto de combustíveis associada à produtividade dessa operação no Itaqui, além da entrada em operação do Berço 108, em 2018. E a perspectiva é de que a movimentação dessa carga siga crescendo nos próximos anos.

Infraestrutura garantida

Está em fase de conclusão a obra de construção de tancagem adicional para combustíveis, o que vai aumentar em, no mínimo, 48 mil metros cúbicos a capacidade atual de armazenagem no Itaqui. O investimento é de R$ 170 milhões da Tequimar/Ultracargo.

Além disso, estão previstos investimentos privados de R$ 478,1 milhões para novos terminais de granéis líquidos. O arrendamento foi autorizado neste ano, pelo Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), do Governo Federal, com base nos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) apresentados pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), gestora do porto público do Maranhão.

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