Pode a tecnologia ser crucial na relação entre gestor de frota e motoristas?

25/10/2023

Os motoristas de frota enfrentam desafios e riscos diários, longas jornadas, condições adversas e riscos constantes para garantir que a carga ou as pessoas cheguem ao seu destino. Enquanto os gestores das empresas têm a responsabilidade de minimizar esses riscos planejando rotas eficientes, gerenciando equipes e garantindo a segurança e o sucesso das operações logísticas.

A tecnologia desempenha um papel fundamental no fortalecimento do elo entre motoristas e gestores de transporte de cargas, proporcionando maior confiança e assertividade nas operações. Juntos, eles formam uma equipe essencial para o funcionamento eficiente do setor.

A relação entre gestores de frotas e motoristas é fundamental para o sucesso das operações logísticas. De olho nessa relação profissional a Infleet, por meio de um dos seus episódios do podcast do Gestor de Frotas, traz um bate-papo enriquecedor entre Alécio Nunes, experiente gestor de frotas, e Moisés, um motorista que trabalha há dez anos em uma empresa que conta com trinta caminhões. No episódio 40, eles exploram os desafios e as oportunidades dessa relação, mostrando como a tecnologia pode ser uma aliada para fortalecer esse elo essencial no setor de transporte de cargas.

“O programa oferece insights valiosos sobre a dinâmica dessa parceria. É importante entender os dois lados envolvidos na gestão de frotas e como cada um possui uma visão única sobre o assunto”, conta Marley Abede, apresentador do podcast.

A relação entre Motorista e Gestor

Segundo os participantes, a relação entre motoristas e gestores de frota é baseada na colaboração mútua. Ambos os lados reconhecem a importância dessa parceria para o sucesso das operações de logística.

“O motorista desempenha um papel crucial na empresa, sendo responsável pela condução dos veículos e pela entrega das mercadorias. Por outro lado, o gestor de frota atua como um coordenador, fornecendo orientações, garantindo que as operações ocorram de forma eficiente e segura, e a tecnologia veio para somar nessa relação”, explica Alécio Nunes

A logística é uma área dinâmica e imprevistos podem acontecer, o que pode gerar estresse e cobranças. No entanto, é importante que ambos os lados se compreendam e busquem soluções para lidar com essas situações.

Por isso, o gestor de frota tem a responsabilidade de fornecer treinamentos e ferramentas para capacitar os motoristas, visando aprimorar constantemente suas habilidades e conhecimentos. Além disso, o gestor também é responsável por garantir a saúde, segurança e o bem-estar dos motoristas, reconhecendo que eles são o maior patrimônio da empresa.

Por sua vez, os motoristas reconhecem a importância da gestão de frota para o bom funcionamento das operações. Entendem que as orientações e cobranças do gestor têm como objetivo garantir o sucesso do trabalho em equipe e a satisfação dos clientes.

“Embora haja discordâncias e atritos em certas situações, é necessário compreender que isso é comum em qualquer área profissional. O importante é buscar maneiras de lidar com esses conflitos, através de conversas, treinamentos e compreensão mútua”, reforça o motorista Moisés.

Na relação entre motoristas e gestores de frota, a colaboração e comunicação são fundamentais. Ao trabalharem em equipe e compartilharem informações, necessidades e desafios, é possível encontrar soluções eficientes e garantir a segurança nas estradas. Essa parceria é uma via de mão dupla, onde o objetivo comum é executar as tarefas de forma eficiente, segura e satisfatória para todos os envolvidos.

A tecnologia como agente de transformação

A tecnologia tem desempenhado um papel fundamental na segurança do motorista. Os sensores de fadiga são

são exemplos de como a tecnologia pode auxiliar na prevenção de acidentes e proteger não apenas os motoristas, mas também as pessoas ao seu redor. A implementação de sistemas de segurança, como o bloqueio de caminhões em casos de roubo de carga, também é outra forma em que a tecnologia pode ajudar a garantir a integridade dos motoristas.

No entanto, a tecnologia não é a única responsável pela segurança do motorista. O gestor da frota também desempenha um papel crucial nesse aspecto, tomando decisões em situações de risco e garantindo a implementação de medidas de segurança adequadas, como estar atento às rotas.

“É válido lembrar que a segurança do motorista vai além de evitar roubos de carga. Também envolve garantir um ambiente de trabalho seguro, prevenir acidentes de trânsito e proporcionar um suporte adequado em caso de emergências”, explica Neves. 

“A conscientização dos motoristas em relação à segurança no trânsito, a capacitação adequada, a fiscalização e a implementação de políticas de segurança são aspectos complementares que também devem ser considerados”, conta Moisés, que passou a ter uma melhor produtividade com as implementações tecnológicas.

O lado humano nunca pode ser deixado de lado

Mesmo com a ajuda da tecnologia, o lado humano e a avaliação do gestor sempre devem ser a palavra final. “É fundamental que você esteja ciente das necessidades e preocupações dos motoristas que trabalham sob sua supervisão, além de ter respaldo de seus superiores”, diz o gestor.

Nunes menciona que é o último a encerrar o expediente na operação da frota, garantindo que todos os caminhões cheguem e sejam desligados antes de se recolherem. Como gestor tem a liberdade de tomar decisões que visem a segurança como, por exemplo, liberar o acesso dos motoristas a uma certa quilometragem para garantir que durmam em locais seguros. 

O gestor destaca a importância de ouvir os motoristas e tomar medidas para resolver problemas, como substituir um motorista nervoso e com medo de viajar, o mostra seu compromisso em garantir a segurança e bem-estar de sua equipe.

“Quanto temos confiança no nosso líder, sabemos que a viagem será bem mais tranquila, e isso, no dia a dia das estradas do Brasil e seus perigos, é de fundamental importância”, ressalta Moisés.

Acesse https://infleet.com.br/blog/podcast/

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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