Plataforma Sky.Simple de recebíveis aumenta clientes com empresas de logística

01/04/2022

Leo Contanza, Sky.Simple

Tem crescido na área de logística a busca por soluções digitais de fluxo de caixa oferecidas por fintechs. O motivo dessa procura, além da crise gerada pela pandemia, tem sido as constantes elevações dos combustíveis, cujo último aumento, no início de março de 2022, chegou a 25%.

“O fluxo de caixa é uma preocupação constante de quem faz a gestão de frete. Isso porque, antes mesmo de receber do embarcador o valor pelo transporte feito, é preciso arcar com uma série de custos. Entre os principais estão o diesel e o vale-pedágio, indispensáveis para que a carga siga viagem”, explica Leonardo Costanza, diretor da Sky.Simple, plataforma de antecipação de recebíveis da Sky.One, startup surgida há 8 anos para atuar no então incipiente mercado de cloud computing.

Costanza diz que o movimento em direção à Sky.Simple foi iniciado com mais consistência há dois anos, uma escolha que ele credita ao fato de se tratar de plataforma que simplifica a gestão financeira das empresas. “ A tecnologia desenvolvida conta com um portal de fornecedores que facilita a comunicação entre as pontas, compartilhando informações importantes, como histórico de relacionamento e próximos vencimentos, otimizando o tempo do fornecedor e da empresa âncora, além de oferecer a possibilidade de antecipar os próximos recebíveis”, afirma Costanza.

Como funciona

A antecipação de recebíveis é feita por meio de operação conhecida como Risco Sacado, e segundo Costanza, o processo funciona por meio de uma empresa âncora, que conta com ótimo crédito e o “empresta” para a cadeia de fornecedores. O objetivo é manter saudável o ecossistema e tornar as negociações mais eficientes através do alongamento do prazo com o fornecedor, que pode receber antecipado o dinheiro que só estaria disponível em algum momento no futuro.

Do lado do fornecedor, é possível realizar a gestão de contas a receber. Já a empresa âncora consegue negociar prazos com o fornecedor. Outro benefício apontado pelas empresas é reduzir a resistência na negociação com taxas mais competitivas. Além disso, o projeto não tem custo para a empresa âncora.

A plataforma Sky.Simple integra todos os elementos da sua cadeia e permite que a operação seja feita de maneira totalmente online.

Pequenos não ficam de fora

Diferentemente do Risco Sacado oferecido por estabelecimentos financeiros tradicionais, em que todo o trabalho operacional fica sob a responsabilidade do cliente, a plataforma Sky.Simple é integrada de ponta a ponta e 100% digital. Nos bancos, geralmente, a oferta de crédito é direcionada apenas aos maiores fornecedores, deixando de fora aqueles que mais precisam do crédito.

“As maiores diferenças estão no fato de a operação ser totalmente automatizada, com a oferta de crédito chegando para todos, mesmo para os menores fornecedores. Além disso, o aspecto principal está no processo e no serviço, não no produto financeiro em si”, observa o diretor da Sky.Simple.

Caminhoneiros, pelo WhatsApp

A plataforma permite, também, a antecipação de Conhecimentos de Transporte Eletrônico (CTEs), o que agiliza a data da antecipação para o transportador. Basta que o frete tenha sido concluído e a informação disponibilizada no CTE, para que a transação seja efetivada. Desta forma, os recursos chegam mais rapidamente ao transportador.

Costanza chama a atenção para outro diferencial: a plataforma permite a antecipação de recebíveis de caminhoneiros, os quais recebem documentos, solicitam antecipações e assinam documentos diretamente através do WhatsApp de seus celulares.

Sky.One

É uma empresa de tecnologia que oferece ao mercado de software diversas plataformas de serviços que transformam os seus sistemas de gestão, da evolução para a nuvem à expansão dos serviços, criando, cada vez mais, experiências inovadoras que aumentam o valor do seu sistema e a experiência do seu cliente.

Fundada por empreendedores brasileiros em 2014, hoje, são mais de três mil clientes no Brasil, América Latina, Europa e Estados Unidos, incluindo nomes como Hirota Supermercados, Philips do Brasil, Fundação Abrinq, entre outros.

Além de acumular prêmios e selos como: o Top Startups LinkedIn, GPTW, liderança em três quadrantes no ISG Provider LensTM, prêmios de inovação e selo Advanced AWS.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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