Ouro Verde participa da maior feira de gestão de frotas nos Estados Unidos

20/04/2016

De 19 a 22 de abril, a Ouro Verde, empresa especializada em gestão e terceirização de frotas leves e pesadas, participa da NAFA’s Institute & Expo, o maior encontro mundial da indústria da gestão de frotas que ocorre nos Estados Unidos da América. No evento, a equipe da Ouro Verde terá a oportunidade de prospectar novos clientes e participar de debates sobre o setor.

Realizada em Austin, no Texas, a NAFA’s Institute & Expo reúne grandes multinacionais da área de gestão de frotas em estandes e seções. É por isso que a Ouro Verde sempre está presente, como confirma o diretor comercial David Zini: “Viajamos para fazer negócios e aprender. Queremos mostrar às empresas estrangeiras que comparecem ao evento que temos, aqui no Brasil, o nível de excelência procurado por elas, além de conferir palestras de vários provedores de serviços de tecnologia para frotas, a fim de trazer inovações para o nosso trabalho”.

Zini, que foi o primeiro brasileiro convidado a palestrar na NAFA’s Institute & Expo desde 1950, conta que um tema sempre muito discutido na feira é a questão da sustentabilidade, que será tratada em várias mesas este ano. “O que vem sendo proposto nos últimos encontros é uma utilização mais inteligente dos veículos da frota, diminuindo a quantidade nas ruas e, consequentemente, a emissão de CO2 na atmosfera. A Ouro Verde já utiliza esse sistema e considera a discussão extremamente relevante e atual”, afirma.

Apesar de acontecer nos Estados Unidos, o encontro reúne empresas e colaboradores do mundo todo. “Durante a feira, temos contato com gestores de vários países, o que nos permite observar o que está sendo feito de melhor no ramo, a nível mundial. Assim, fazemos contatos e networking, e trazemos essa visão global para o Brasil”, conclui o diretor comercial.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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