Operação de isotanques da Localfrio gera redução de custo de 20% às companhias

05/05/2020

A Localfrio, uma das maiores companhias de logística do mercado brasileiro, com 66 anos de história, está conseguindo reduzir em cerca de 20% as despesas das companhias com operações de movimentação e armazenagem de isotanques (apropriados para acondicionamento de cargas líquidas ou gasosas, perigosas ou não). Isso só está sendo possível graças ao serviço desenvolvido pela empresa, capaz de integrar as etapas da cadeia logística desse tipo de operação num mesmo site.

“Entramos como operador logístico integrado. Identificamos que havia um grande gargalo no serviço de transporte e armazenagem de isotanques. Muitas empresas acabavam utilizando operadores para realizar essa tarefa. A partir de agora, assumimos a operação desde o terminal portuário, passando pela nacionalização do produto em nosso terminal alfandegado, transferência para terminal não alfandegado (localizado no mesmo site), armazenamento adequado às normas de segurança e transporte até o destino final. Com isso otimizamos a operação, eliminamos uma perna de transporte entre o terminal alfandegado e o terminal não alfandegado. Toda essa logística estruturada está alinhada ao que pretendemos oferecer ao mercado e às reais necessidades de nossos clientes, operações integradas, mais racionais e eficientes” explica Thomas Rittscher, presidente e CEO da Localfrio.

O serviço de transporte e armazenamento de isotanques requer conhecimento técnico, domínio completo da operação e visão integrada da cadeia logística, credenciais fundamentais para atuar nesse mercado. “Outro aspecto importante é a quantidade de etapas reduzidas ao longo da cadeia. Com a nossa solução integrada, as empresas conseguem diminuir duas etapas de transporte e uma de armazenagem, diminuindo o risco de sua operação, além de aumentar os ganhos com prazo e segurança”, comenta Rittscher.

Para atuar com excelência nesse negócio, a Localfrio precisou investir em adequações físicas, treinamento da equipe e aquisição de máquinas e equipamentos no final do ano passado. O montante, de cerca de R$ 200 mil, foi alocado com o objetivo de adequar o seu CLIA (Terminal Alfandegado 2), localizado no Guarujá (SP), às exigências de funcionamento e operação. “Precisamos instalar grades de proteção, canaletas de contenção, impermeabilizar o solo e fazer algumas adequações tecnológicas. O investimento fez-se necessário para atendermos às normas ambientais e sanitárias, essenciais para uma operação segura”, explica o executivo.

A partir desse investimento, a companhia planeja agora ampliar a participação nesse tipo de negócio. Hoje a Localfrio estima que movimente em torno de 10% de toda a carga de isotanque originada do Porto de Santos, estimada em 21 mil unidades de novembro de 2018 a outubro de 2019. A expectativa é dobrar o movimento até o final de 2020 e continuar crescendo com investimentos adicionais para ampliação da área”, diz Rittscher.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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