NSB Transportes na contramão da crise

15/04/2016

A crise econômica já é um fato consumado no Brasil e os números não deixam dúvidas sobre a gravidade do cenário atual. Conforme dito pelo próprio ministro da fazenda, Joaquim Levy: “o dinheiro acabou” e a perspectiva permanece sendo de mais cortes orçamentários, paralisia da máquina estatal, retração da indústria, aumento da carga tributária, além do agravamento das condições sociais nas áreas de saúde, educação, habitação, segurança e emprego.

Com menos renda, o consumo do brasileiro diminuiu e, consequentemente, o volume de cargas a serem transportadas também. Combinando isto ao aumento do preço do Diesel, do pedágio e ainda com reduções consecutivas nos valores dos fretes, tivemos a combinação perfeita para uma das maiores crises no setor de transportes rodoviários da história.

As notícias apontam queda brusca de faturamento no setor, pátios cada vez mais cheios de caminhões empoeirados, sucessivas greves de caminhoneiros e diversas empresas abrindo falência. Na contramão desta via, a NSB Transportes apresenta números de sucesso com indicadores que realmente impressionam. Em 2015, a empresa acumulou um crescimento de mais de 30% em seu faturamento, agregou novos equipamentos e possui uma frota com mais de 250 caminhões e carretas em operação. O número de funcionários também cresceu considerávelmente.

“Em 2013 a crise já dava seus primeiros sinais, foi quando então acionamos o botão de alerta e começamos a estudar os cenários possíveis no curto e médio prazo, a meta era nos blindarmos contra a retração, focando em manter nosso quadro de colaboradores intacto. Para tanto, tínhamos o desafio de mantermos o faturamento da empresa também intacto, o que não seria nada fácil uma vez que até então prestávamos serviços exclusivamente para o setor automotivo, que na crise já sabíamos que seria o primeiro setor a entrar em colapso. ”, relatou Adriano Bernardes, Diretor Operacional da NSB Transportes.

Desde sua fundação, em 2007, até o ano de 2013, os serviços da NSB se resumiam em transportar cargas de fabricantes de autopeças com destino às montadoras de automóveis. Apesar de a NSB não ter perdido nenhum cliente no setor automotivo, a produção de automóveis no Brasil despencou  nos dois últimos anos e o faturamento da empresa com o ramo de autopeças caiu praticamente pela metade.

“Já prevíamos um cenário extremamente adverso e com grandes desafios para o nosso mercado neste período e então foi preciso nos reinventarmos. Darwin já dizia que as espécies que sobrevivem não são as mais fortes e sim as que mais rapidamente se adaptam às novas condições e nosso processo de adaptação foi conduzido com muita coragem e muito empenho. Investimos nossas reservas financeiras, investimos muito mais do nosso tempo e exploramos ao máximo a nossa capacidade de liderar. Este era o momento em que nossos clientes e nossos funcionários mais precisavam de nosso esforço e não podíamos decepcioná-los. Muitas empresas de transportes não estavam estruturadas para passarem por uma crise desta magnitude e com a retração destas, surgiu simultaneamente em vários nichos a demanda por serviços de qualidade com custo competitivo e a NSB focou em preencher esta lacuna que a crise deixou, estudamos detalhadamente as necessidades de cada ramo para que pudéssemos atendê-los com a qualidade NSB, tantas vezes premiada no setor automotivo e hoje reconhecidamente atuamos com excelência em nichos que antes eram totalmente desconhecidos para nós.”, relatou Vinicius Coelho Nunes, Diretor Comercial da NSB Transportes.

Em 2015, a NSB manteve sua tradição de qualidade na prestação de serviços para o ramo automotivo e foi premiada como a melhor transportadora do Brasil na Operação TASA da Toyota Motors Corporation. Além disso, expandiu seus serviços a importantes clientes na indústria de alimentos, biocombustíveis, eletroeletrônicos e bens de consumo.

A NSB Transportes anunciou o seu plano de investimentos para 2016 e serão inauguradas duas novas filiais: em Curitiba-PR, no mês de janeiro, e NSB Truck Center, com 4.000 m² de área na cidade de São Bernardo do Campo, em fevereiro. Cada detalhe é feito para estruturar o crescimento e manter o compromisso de qualidade, segurança e pontualidade com todos os clientes e parceiros.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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