MRS Logística seleciona a SD Brasil para fornecer conectividade via satélite à malha ferroviária

27/09/2024

A SD Brasil, distribuidora de serviços críticos de telecomunicações, e a MRS Logística, operadora de trens de carga, implementaram pela primeira vez no Brasil a conectividade via satélite Iridium Certus™ na malha ferroviária da MRS Logística.

A Iridium Communications Inc. é líder no fornecimento de telecomunicações críticas por meio de sua frota de satélites de órbita terrestre baixa com cobertura global. Essa tecnologia, comumente utilizada na aviação, permite a comunicação em tempo real entre os maquinistas e os centros de operação, resultando em um processo logístico mais rápido e seguro.

Os centros de operação ferroviários gerenciam o tráfego de todas as locomotivas. Para uma gestão eficiente, é essencial manter contato constante com os maquinistas. Qualquer falha de comunicação pode causar bloqueios ferroviários ou acidentes. Com a Iridium Certus™, as locomotivas da MRS Logística contam com um canal de dados confiável para trocar informações críticas de controle de tráfego ferroviário em tempo real. Isso permite o gerenciamento preciso da localização do trem, aumentando a eficiência e a segurança.

A SD Brasil está apoiando a instalação do equipamento MissionLINK® 700 da Thales nas locomotivas da MRS Logística. Este equipamento é robusto e durável, ideal para ambientes ferroviários, e fornece um link seguro de até 700 Kbps. Ele conecta o computador de bordo da locomotiva e outros dispositivos essenciais para o gerenciamento do tráfego ferroviário. A SD Brasil oferece suporte 24 horas por dia, 7 dias por semana, garantindo uma conexão eficiente em tempo real fornecida pela constelação de satélites da Iridium.

A comunicação é realizada por meio deste sistema avançado e inovador, normalmente utilizado para monitorizar operações aéreas. Isso representa um ganho operacional significativo, permitindo que mais trens operem, aumentando o número de viagens e reduzindo acidentes.

“Com o Iridium Certus, a MRS Logística pode reduzir a distância entre os trens e monitorar exatamente onde cada trem está. Isso representa um ganho operacional significativo, tanto em eficiência no volume de carga transportada quanto em segurança, graças ao monitoramento preciso que permite que mais trens operem. É um serviço inovador e essencial para nossas operações”, disse Fernando Manzotti, técnico da MRS.

A malha ferroviária da MRS é crucial para a economia, transportando cerca de 20% de todas as exportações brasileiras e um terço da carga ferroviária do país. Para garantir operações seguras e eficientes, é vital ter uma comunicação confiável entre os operadores e os trens em movimento. A Iridium demonstrou melhor cobertura e conectividade do que os concorrentes graças à sua rede de satélites de órbita terrestre baixa e serviço de banda L, resistente a todas as condições climáticas, garantindo conectividade consistente em topografia desafiadora e locais remotos, aponta Manzotti.

“Com a segurança e a inovação na vanguarda, a MRS segue explorando as mais modernas tecnologias e implementando as melhores soluções técnicas para as operações ferroviárias. Com a Iridium, a MRS pode conectar computadores de bordo e outros periféricos com confiança, maximizando a operação ferroviária e suportando sistemas como controle positivo de trem, PTC e operações de interoperabilidade com outras operadoras ferroviárias”, diz Josh Miner, vice-presidente de comunicações terrestres da Iridium. O MissionLINK 700® da Thales oferece conectividade em movimento para trens e locomotivas, independentemente da geografia. Além de permitir o controle seguro dos trens, oferece funcionalidades como internet, telemetria para manutenção mais eficaz dos trens, Rádio sobre Protocolo de Internet (RoIP) e chamadas de voz, permitindo o contato direto com o maquinista em momentos críticos. O Thales MissionLINK alterna automaticamente entre conectividade via satélite e celular, maximizando a disponibilidade e gerenciando custos.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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