MRS abre 2016 com forte crescimento em contêineres

26/04/2016

Num período em que toda a indústria nacional foi pautada por uma intensa busca pela redução de seus custos operacionais, e graças aos altos índices de eficiência e segurança do transporte ferroviário, a MRS Logística registrou, pelo segundo ano consecutivo, um crescimento superior a 30% no transporte de contêineres. Em 2015, foram transportados 67,7 mil TEUs*, volume 31,4% superior à produção anual de 2014. Com crescimento em todas as rotas e sem nenhum caso de roubo de cargas registrado, este foi o melhor resultado anual da ferrovia com as ‘caixas’ desde 2010. E 2016 promete novos recordes: neste primeiro trimestre do ano, a ferrovia já transportou 60% mais contêineres do que em relação ao mesmo período de 2015.

“Estes dois anos com crescimento acima de 30% são o resultado de uma convergência”, analisa Guilherme Alvisi, Gerente Geral de Negócios para Carga Geral da MRS. “De um lado, houve um movimento estratégico, uma remodelagem dos serviços e investimentos por parte da MRS. Por outro, estamos experimentando uma certa redescoberta das vantagens da ferrovia pelo setor produtivo, que precisa mais do que nunca de eficiência e custos reduzidos. A ferrovia oferece aquilo de que o mercado mais está precisando”, sintetiza.

Destaques do período

– Crescimento de 63% do transporte por contêineres no 1º trimestre de 2016, se comparado ao mesmo período do ano passado.

– Transporte por contêineres de Produtos Industrializados em janeiro e fevereiro deste ano registrou aumento de 244% em relação à média mensal de 2015.

– Transporte por contêineres de Papel & Celulose em janeiro e fevereiro deste ano mais do que dobrou (aumento de 112%) em relação à média mensal de 2015.

– Número de novos clientes de janeiro a dezembro de 2015: 34.

Porto de Santos – Nas rotas ligadas ao Porto de Santos, considerando os fluxos nos dois sentidos (importação e exportação), o volume total de 2015 foi de 57 mil TEUs, representando um crescimento de 57% com relação ao ano anterior. Especificamente na rota entre Campinas e Santos, houve crescimento de 79% no volume total transportado (15,3 mil TEUs em 2014 contra 27,5 mil TEUs em 2015). Além do crescimento em volume, outro aspecto importante dos resultados de 2015 é a diversificação das cargas.

“O contêiner aceita virtualmente qualquer carga e facilita qualquer operação, por ser um ativo comum a todos os modais, ideal para a intermodalidade. No ano passado, conquistamos ao todo 34 novos clientes regulares, em segmentos que ainda não tinham experimentado a ferrovia em suas cadeias. Peças plásticas, componentes automotivos, diversos outros produtos industrializados e até sucata foram incluídos ao portfólio de produtos mais tradicionais”, diz Alvisi.

Operação diferenciada – A base da operação com contêineres na MRS é um sistema de grades fixas, com saídas e chegadas com horários pré́-determinados, que confere grande previsibilidade para os clientes. As rotas regulares dos trens de contêineres cobrem os eixos Santos-Campinas, Santos-São Paulo, Santos-Vale do Paraíba, Rio-São Paulo e Rio-Belo Horizonte. Graças ao acesso direto aos Portos de Santos, de Sepetiba e do Rio, em 2015 diversos clientes se favoreceram da integração modal entre ferrovia e navegação de cabotagem, criando soluções para escoamento de carga de e para o Norte e o Nordeste brasileiros e para a Argentina. Além disso, desde março do ano passado a MRS oferece um serviço exclusivo de transporte de contêineres entre as margens do Porto de Santos, responsável por mais de 1,2 mil TEUs em 2015.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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