Módulo de logística reversa da eSales lança Workflow Corporativo

06/02/2024

Acompanhando as tendências de 2024 no setor de logística, o gerenciador de devolução e ressarcimento de cargas da eSales foi aperfeiçoado para se adequar ainda mais às necessidades das empresas. Com a nova funcionalidade de workflow, é possível que a companhia organize o seu fluxo de forma mais rápida e assertiva, com aprovações, níveis de alçada, definição de SLA de atendimento, bem como pagamento e controles integrados entre os clientes, embarcadores e transportadores.

Segundo o Gestor da Unidade de Supply Chain do Grupo eSales, Cristian Ramos, o lançamento é um investimento inteligente, porque “dá visibilidade e flexibilidade nos processos para todos os atores envolvidos no fluxo, interagindo por meio da mesma plataforma e garantindo visão integrada de ponta a ponta do processo”.

A novidade traz maior flexibilidade à solução focada em logística reversa que já foi desenvolvida a partir da necessidade dos clientes da eSales. A partir disso, passa a ser possível, dentro do mesmo sistema, realizar cadastros a partir da Nota Fiscal de Devolução (NFD), registrar alçadas de aprovação da nota fiscal, parametrizar alertas de aprovação de etapas, criar padrões de tipos e motivos de devolução, além de definir críticas a serem aplicadas na NFD x NFO. 

Esse módulo corporativo integrado torna mais personalizável a logística reversa. “Isso o torna mais fluido em relação a fluxos, etapas, alçadas, podendo ser configurado por etapas, métodos de comunicação e interatividade de acordo com cada política de devolução”, destaca a Product Owner de Soluções em Supply Chain da eSales, Taiomara Soares.

Ao integrar o curso de informações entre embarcador e transportador, o workflow tem como objetivo reduzir os danos materiais, a reincidência de erros e assegurar o reembolso quando a carga é prejudicada por transportadoras durante o trajeto. A novidade já está disponível para os clientes da eSales. Empresas das indústrias farmacêutica, calçadista e de alimentos, em especial, devem se beneficiar deste recurso conforme a gestora de marketing e pré-vendas da eSales, Bruna Peixoto. “Este lançamento torna a nossa plataforma ainda mais completa e tem um potencial muito grande para essas áreas em virtude do volume de suas operações logísticas. Ter um ressarcimento assertivo e personalizado é um diferencial importante para mitigar perdas e extravios, bem como para aumentar a produtividade dessas companhias”, finaliza.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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