MIRA Transportes inaugura filial em Cachoeirinha, Rio Grande do Sul

07/01/2022

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O MIRA Transportes, grupo com mais de 40 anos de atuação e líder no segmento de cargas fracionadas na região Centro-Oeste e Norte, acaba de inaugurar uma filial no município de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS).

Com um espaço de mais de 2,7 mil metros quadrados e localização estratégica, a nova unidade faz parte de um plano de expansão para as regiões Norte, Sul e Sudeste. Em agosto deste ano, a empresa inaugurou uma base na cidade de Vila Velha (ES) e já prevê a abertura de uma filial em Manaus (AM), em 2022.

Em Cachoeirinha, o grupo irá dispor de doze colaboradores e quatro veículos para reforçar o atendimento às cargas fracionadas. “A região metropolitana de Porto Alegre vive um crescimento acelerado. Já há algum tempo, muitos de nossos clientes vinham sinalizando que essa expansão era necessária. Entendemos que ainda havia espaço para crescer nas regiões em que já operávamos e que, naquelas em que ainda não estávamos tão atuantes, existia a necessidade de uma estrutura como a nossa. Por todo esse contexto, temos grandes expectativas de negócios na região”, afirma o diretor-geral do grupo MIRA, Roberto Mira Junior.

O Diretor Operacional do MIRA, Eduardo Cardoso, destaca a força do grupo na região Sul com a nova filial. “Uma das metas da empresa é expandir sua área de atuação e a escolha da abertura da filial Porto Alegre marca de forma definitiva a presença do MIRA em todos os estados da importantíssima região Sul do Brasil, uma vez que já temos unidades em Santa Catarina e no Paraná. O MIRA sempre preza por fazer bem-feito. Cada passo é planejado e executado com o cuidado necessário para manter a nossa qualidade e a satisfação dos nossos clientes. Temos certeza que os gaúchos terão a melhor opção de transporte com destino às regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil.”

Com capital 100% nacional, o MIRA possui hoje uma das melhores estruturas nas regiões Centro-Oeste e Norte do País, com instalações totalmente voltadas a operações de transporte de cargas (crossdocking) e cerca de 3 mil colaboradores diretos e indiretos.

43 anos de história

Fundada em 1978 pelo empreendedor Roberto Mira, o Grupo MIRA percorreu seu caminho com a oferta de serviços de transporte de cargas e encomendas. Hoje, a companhia atende clientes dos mais diversos segmentos e é líder nas operações de transporte de cargas fracionadas e integração entre as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.

“Nossa marca tem força e é reconhecida como líder em nossas regiões de atuação pelos principais embarcadores do país. Nossos princípios de atuação responsável e segura, com qualidade e excelência no atendimento, tem respaldo nas melhores práticas de gestão e governança e são marcadas pela seriedade, ética e transparência. Estamos em uma busca constante por inovação e nosso time é totalmente comprometido com a qualidade no atendimento e satisfação dos nossos clientes”, destaca Mira Júnior.

Atualmente, o setor de transporte de cargas por vias rodoviárias é o principal responsável pela movimentação de fretes no Brasil. Segundo dados da pesquisa Custos Logísticos, feita pela Fundação Dom Cabral, 75% dos fretes do Brasil são transportados pelas rodovias. Levantamento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) demonstra que os gastos com transporte podem representar até 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. A CNT demonstra, também, que as transportadoras empregam mais de 2,5 milhões de pessoas. Essa força se mostrou ainda maior na pandemia, com as compras online impulsionando o setor.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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