Ministro Silvio Costa Filho inaugura píer para granéis líquidos e anuncia investimentos no Porto de Santos

27/11/2023

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, inaugurou, na última quinta-feira (23), o pier Ageo São Paulo. O evento, na Ilha Barnabé, margem esquerda do Porto de Santos é um marco, pois há 35 anos não se oferecia um cais público para o setor de granéis líquidos no complexo portuário santista. O início das novas operações no cais tornará mais rápido o recebimento de granéis líquidos em Santos, reduzindo a espera.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, também autorizou a Ageo a iniciar investimentos para a implantação da nova bacia de tancagem no seu terminal. Ele agradeceu o presidente Lula e elogiou a memória do fundador da Ageo, Carlos Santiago. “A Ageo é referência no setor. Esse tipo de investimento vai gerar empregos e desenvolvimento para o país.”

Costa Filho ainda destacou que em dezembro o túnel Santos-Guarujá será anunciado, “uma obra que, depois de cem anos, finalmente vai sair do papel.” Ele também afirmou que serão feitos investimentos em dragagem com o objetivo de se alcançar os 17 metros no canal de navegação do Porto de Santos. 

O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, agradeceu o ministro Silvio Costa Filho e à Ageo pelos investimentos no maior porto do Hemisfério Sul.

Os participantes puderam conhecer o navio Stena Proman, movido a metanol, considerado um “navio verde” por zerar emissão de carbono. O evento contou com a secretária executiva de Portos, Mariana Pescatori;   do CEO da Ageo, Matheus Ruiz Santiago; de representantes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Associação Brasileira de Terminais de Líquidos (ABTL) e Praticagem, dentre outras instituições.

Novo píer Ageo

O novo píer da Ageo Terminais teve investimento de R$ 187 milhões, com infraestrutura para navios classe LR1, aumentando em 25% a capacidade de atracação para navios de granéis líquidos na ilha Barnabé, no Porto de Santos.

Com o novo píer o Porto de Santos se fortalece no comércio internacional com a redução de tempo de espera por falta de berços especializados, alcançando também níveis de atracação de granéis líquidos equivalentes aos desempenhos dos portos da Europa e América.

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

As mais lidas

01

Transporte de cargas perigosas: falhas operacionais aumentam riscos e exigem mais segurança, adverte consultor
Transporte de cargas perigosas: falhas operacionais aumentam riscos e exigem mais segurança, adverte consultor

02

Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment em Minas Gerais e reduz prazos de entrega
Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment em Minas Gerais e reduz prazos de entrega

03

Intermodal 2026 chega à 30ª edição como hub estratégico da logística global e vitrine de inovação, negócios e integração multimodal
Intermodal 2026 chega à 30ª edição como hub estratégico da logística global e vitrine de inovação, negócios e integração multimodal