MercadoCar inaugura loja em Osasco

07/10/2021

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A MercadoCar, maior shopping de autopeças do Brasil que trabalha com o conceito de negócio de autosserviço, conta com mais uma unidade. Depois da loja Tito, na zona leste da capital paulista, em dezembro de 2020 abrir a portas, chegou a vez da inauguração da unidade de Osasco-SP, no dia 01 de outubro.

Em local estratégico, próximo à rodovia Castello Branco, a nova unidade de Osasco atenderá uma ampla área que abrange as cidades de Santana do Parnaíba, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Itapevi, Polvilho, Araçoiaba da Serra, Votorantim, assim como Granja Viana, Cotia, entre outras localidades. O horário de funcionamento da loja de Osasco é das 8h às 22h de segunda a sexta, sábado das 8h às 20h e domingo das 9h às 16h e feriados.

Além disso, a loja traz a novidade de oferecer itens para veículos leves e pesados, uma nova experiência para a empresa que completa 50 anos de atuação.

A expectativa, para a loja de Osasco, segundo Rodrigo Carneiro, CEO da MercadoCar, é que represente ao final de um ano 40% a 50% do faturamento da unidade Barra Funda, que possui atendimento 24 horas, localizada em área central da cidade de São Paulo e líder em resultados. Para 2021, a MercadoCar, com nove lojas, terá faturamento estimado em R$ 1,1 bilhão.

Com a loja de Osasco, a MercadoCar possui, atualmente, nove lojas: a matriz em Tucuruvi, onde fica o prédio com a administração; duas lojas na Barra Funda, sendo uma 24 horas e outra exclusiva para linha de veículos pesados, além de Aricanduva, Guarulhos, Santo Amaro, Santo André e Tito na zona leste de São Paulo, inaugurada em dezembro de 2020 .

O CEO da empresa também anuncia novos investimentos para os próximos anos, com a construção de uma loja na Ricardo Jafet e a nova loja da matriz, no bairro do Tucuruvi, e mais uma unidade em Guarulhos. Somando estas duas e as recentes lojas abertas, a empresa terá cinco novas que totalizarão aporte de R$ 400 milhões até 2024 e poderão gerar juntas 1.200 novos empregos diretos.

O CEO revela que a pandemia não atrapalhou o plano de expansão da MercadoCar, apenas impactou a entrega das obras por conta dos problemas gerados neste momento tão atípico e que o volume de vendas já normalizou, atingindo os patamares de antes da pandemia em junho deste ano.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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