Mercado Livre inaugura no Brasil primeiro Sortation Center da América Latina

05/08/2022

Seguindo o plano de investimento para ampliação de sua eficiência logística, o Mercado Livre anuncia a implantação do primeiro Centro de Consolidação (Sortation Center) da América Latina.

Localizado em Cajamar, SP, o novo centro logístico deve consolidar cerca de 450 mil pacotes por dia – número que corresponde a cerca de 30% das entregas realizadas no Brasil, conectando suas origens na rede do Mercado Livre com mais de 100 destinos pelo Brasil. 

“Trabalhamos continuamente para oferecer a melhor experiência de compra para nossos usuários e isso passa diretamente pelo nosso investimento em inovações que apoiam a eficiência da rede de operações logísticas. Com o Sortation Center, além de ganhar agilidade no dia a dia da operação, também nos antecipamos em desenvolver soluções que mantenham o nosso crescimento na velocidade das entregas durante todo o ano, inclusive em grandes picos de compras e datas promocionais, como a Black Friday. Nesta data teremos potencial para consolidar mais de 450 mil pacotes”, destaca Eduardo de Sá, diretor de transportes do Mercado Livre. 

O sistema funciona como uma grande esteira seletora de pacotes, que conecta todas as origens da rede do Mercado Livre com mais de 100 destinos em 24 estados do Brasil, por meio de tecnologia desenvolvida pela companhia. Além de otimizar a roteirização dos pacotes em transportes, o investimento chega para otimizar ainda mais a eficiência da malha logística do Mercado Livre. 

Geração de empregos

Atualmente, a operação do consolidador conta com 200 colaboradores e a expectativa é que, até o final do ano, sejam ofertadas mais 200 vagas para complementar o time, acompanhando o plano de investimento do Mercado Livre não só na implementação de inovação e tecnologia, mas na abertura de novas vagas.

O time do Sortation é liderado por Ana Flávia Montagnolli, gerente de operações do Centro de Distribuição. “Estamos muito entusiasmados com essa fase de construção do time para chegarmos ao potencial máximo da nossa operação. Temos oportunidades abertas para diversos perfis, desde o primeiro emprego, para jovens que vão conhecer sobre a operação logística, até especialistas do setor”, enfatiza Ana Flávia.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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