Manhattan lança solução que unifica planejamento e execução da cadeia de suprimentos com IA

04/06/2024

A Manhattan Associates, considerada líder global em tecnologia para cadeias de suprimentos e comércio omnicanal, anunciou o lançamento da, segundo a empresa, primeira plataforma de planejamento empresarial unificada do setor que possibilita a colaboração bidirecional entre os sistemas de planejamento e execução da cadeia de suprimentos.

A solução, chamada Manhattan Active® Supply Chain Planning (SCP), permite que os gestores avaliem todos os fatores operacionais em tempo real e alinhem todos os sistemas, estoque e recursos a um objetivo comercial comum, como a redução do custo total ou o aumento do speed-to-market.

Mais do que isso, ela utiliza Inteligência Artificial (IA) para combinar fontes de dados externas com padrões internos para produzir previsões de demanda mais precisas e acionáveis. Sendo assim capaz de absorver e processar rapidamente vastas quantidades de dados de fontes externas, como atividade de influenciadores, fontes de dados específicas do setor e dados localizados, capazes de influenciar e moldar a demanda.

Tradicionalmente, o planejamento da cadeia de suprimentos analisa e otimiza de forma isolada o estoque, mão de obra, transporte e operações de armazém. No entanto, esse enfoque gera estratégias fragmentadas que frequentemente entram em conflito e carecem de feedback da equipe de execução.

Já o Manhattan Active Supply Chain Planning é a primeira solução unificada com a execução da cadeia de suprimentos para eliminar silos sistêmicos e operacionais, possibilitando uma otimização para todo o sortimento de estoque e todos os recursos necessários para movê-lo pela cadeia de suprimentos. Desde estoque e mão de obra até distribuição e transporte, todos os elementos são sincronizados e harmonizados em tempo real, unidos de forma contínua sob um único plano, diz Scott Fenwick, diretor de Gerenciamento de Produtos da Manhattan Associates.

“A capacidade de coordenar soluções como Gestão de Pedidos (OMS), Gerenciamento de Armazém (WMS) e Gestão de Transporte (TMS) é um divisor de águas. Agora, o planejamento de estoque, mão de obra e transporte pode ser considerado em conjunto para garantir um resultado otimizado em benefício da organização como um todo”, afirma Fenwick

Ainda segundo o diretor de Gerenciamento de Produtos da Manhattan Associates, a plataforma considera simultaneamente todos esses fatores para suavizar as operações e oferecer experiências excepcionais com o menor custo. O Manhattan Active Supply Chain Planning permite a visão de um ecossistema de Supply Chain Commerce verdadeiramente unificado pela empresa. “A Manhattan é única capaz de fornecer essa solução totalmente unificada devido à sua arquitetura de plataforma tecnológica. Como todas as soluções Manhattan Active, é uma aplicação nativa em nuvem, desenvolvida em API de microsserviços, projetada para serem extensíveis e sempre atualizada (com atualizações regulares a cada 90 dias). Desenvolvido na plataforma Manhattan Active, o MASCP é a solução de planejamento de cadeia de suprimentos mais moderna, escalável e adaptável do mercado”, finaliza Fenwick.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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