Manhattan Associates lança solução de última geração para gestão de pátio

29/05/2023

A Manhattan Associates, considerada líder global em tecnologia para a cadeia de suprimentos e comércio omnicanal, lançou uma nova solução para gestão de pátio. Trata-se do Manhattan Active® Yard Management, que expande a visão da empresa sobre uma cadeia de suprimentos unificada.

Ao redesenhar a solução de gestão de pátio para integrar-se perfeitamente com suas tecnologias de gestão de armazenamento e transporte em uma única plataforma nativa na nuvem, a Manhattan está concluindo seu projeto de unificação digital da distribuição e da logística para que elas se integrem perfeitamente também no mundo físico. A novidade foi anunciada durante o Momentum, a conferência anual da Manhattan, que acontece em Phoenix, Arizona (EUA).

Segundo Blake Coram, diretor de Gestão de Produto da Manhattan, essa abordagem unificada gera oportunidades de otimização que não seriam possíveis com sistemas tradicionais em silos. O Manhattan Active® Yard Management oferece uma representação digital do pátio idêntica à física, fornecendo aos usuários insights em tempo real e atualizações dinâmicas para auxiliar as equipes a identificar riscos e oportunidades rapidamente. Assim, elas têm uma visibilidade completa de toda porta de doca e posição de pátio, os caminhões em suas localizações, seus status, seu conteúdo, progresso em tempo real de operações de armazém inbound e outbound, assim como informações relacionadas a chegadas pendentes e movimentação do pátio. “O Manhattan Active Yard Management combina perfeitamente o planejamento e a execução do armazém e do transporte para criar uma cadeia de suprimentos verdadeiramente unificada”, diz Coram. “Fornecer inteligência a partir do armazém e do transporte ao processo de decisão do pátio gera uma execução de pátio otimizada, armazéns mais eficientes e redes de transporte mais rápidas e inteligentes”. 

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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