Maior concessionária da Volkswagen Caminhões e Ônibus no mundo é inaugurada

11/11/2021

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A maior concessionária da marca Volkswagen Caminhões e Ônibus no mundo acaba de ser aberta em Limeira (SP). Trata-se da nova sede da Maggi Caminhões que ocupa uma área total de cerca de 55 mil m². A localização segue uma visão estratégica, priorizando a proximidade com importantes estradas que cortam a região.

“É um marco para a Volkswagen Caminhões e Ônibus inaugurar a sua maior concessionária. Esse feito reflete um intensivo esforço de todo o nosso time de colaboradores e rede de concessionárias em busca da excelência, especialmente em um momento de tantos desafios no Brasil e no mundo”, afirma Roberto Cortes, presidente e CEO da VWCO.

A nova loja também conta com uma estrutura mais ampla e moderna, distribuída em dois prédios que serão ocupados pelas equipes de vendas e pós-vendas, treinamentos, oficinas mecânicas e de funilaria e setor para aquisição de peças. A estrutura conta com 150 boxes no total, sendo 26 dedicados à funilaria, dois para pintura, dois para lavagem e 120 boxes dedicados à oficina mecânica de caminhões e de carretas.

Além disso, dois prédios auxiliares são dedicados ao bem estar dos funcionários e motoristas, abrigando refeitório, área de descanso para funcionários, salão de jogos e dormitórios para clientes com capacidade de até 20 pessoas.

“O investimento nesta nova sede é somente mais uma etapa dos vários desafios que estabelecemos. A expectativa de sucesso é do tamanho da nova casa, ou seja, grande. Com essa mudança queremos desenvolver novos setores, nos tornando uma opção completa para o cliente. Oferecendo desde os serviços tradicionais, como venda de caminhões, peças, serviços mecânicos, funilaria e pintura, até os mais exclusivos. Incluindo uma loja com linha completa de acessórios, boutique do motorista, mecânica de carretas e alinhamento de chassis, tornando-nos um verdadeiro truck center. Aqui o cliente irá encontrar tudo o que precisa para ele e seu caminhão”, comenta André Vergel, diretor de Pós-Vendas da Maggi Caminhões e Ônibus.

Respeito ao meio ambiente

A nova concessionária abre suas portas mostrando também seu compromisso com o meio ambiente. Dentre os investimentos, estão uma estação de tratamento de esgoto e efluentes, caixa d’água para reuso de água de chuva com capacidade de 310 mil litros, e pátio revestido com piso ecológico, que permite a permeabilidade da água. Além disso, está em andamento um estudo de viabilidade para instalação de uma usina para fornecimento de energia solar.

Considerada um importante elo da capital paulista com o interior do estado e também com outros estados brasileiros através das rodovias Anhanguera e Bandeirantes, Limeira foi a cidade escolhida para a nova sede do grupo. Dentre as principais atividades econômicas da região estão indústria, comércio e agropecuária. De acordo com a direção da revenda, o potencial do segmento extrapesado na região é grande, tanto na área de vendas como de pós vendas, impulsionando os negócios graças à imagem da marca com o lançamento da nova linha de caminhões extrapesados da VWCO.

Além da nova casa, um novo nome. Antes chamada de Cotali Caminhões e Ônibus, parte da rede de concessionárias Volkswagen Caminhões e Ônibus desde a década de 1980 e, a partir de 2007, tornou-se parte do Grupo Maggi, sendo agora chamada de Maggi Caminhões.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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