Logística no agronegócio – Notícias

27/05/2019

Agrishow 2019: empresas de armazenagem fecham vários negócios

As empresas do setor de armazenagem se mostram otimistas com os resultados alcançados na Agrishow 2019 – 26ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, realizada no período de 29 de abril a 3 de maio último em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Os expositores revelam que foram realizadas ou iniciadas diversas negocaiações na feira.

José Antonio Basso, diretor-comercial da Waig, informa que nos primeiros três dias de Agrishow já tinha conseguido fechar diversos pedidos e que espera atingir um aumento da ordem de 43% em relação ao evento de 2018. A empresa produz ensacadeiras, máquinas de costurar sacarias, seladoras para saco plástico e esteiras de transportes.

Outra empresa satisfeita com a visitação em seu estande é a Comil, que produz silos e secadores. “A feira deste ano foi melhor do que a do ano passado e acreditamos num crescimento de cerca de 25%”, afirma Rogério Spacht, gerente comercial. Estreante na feira, a Horbach fabrica silos, secadores e equipamentos para armazenagem de grãos. E seus dirigentes também se mostram satisfeitos com os resultados. “Está além das nossas expectativas”, enfatiza o gerente comercial Flávio Bittencourt.

Erli Vincensi, gerente-comercial da Saur Equipamentos, fabricante de tombadores e coletores de amostras, ficou surpreso ao concretizar negócios na Agrishow. “A movimentação foi boa, acima da média dos últimos três anos”, diz Vincensi.

Para Luiz Felipe Leidens, coordenador de Marketing da Kepler Weber, a rede privada de instituições financeiras está suprindo as necessidades de crédito do segmento. “A feira foi movimentada, sempre é interessante para prospecção e esteve dentro de nossas expectativas”, afirma. Também Edmundo Neves, coordenador-comercial da unidade agroindustrial da TMSA, demonstra otimismo com a tendência de crescimento nos próximos meses e com a cobertura por parte dos bancos privados.

 

 

Vanzin inaugura terminal no Distrito Industrial de Rio Grande

Aconteceu no dia 15 de maio último, a inauguração do novo terminal da Vanzin –prestador de serviços em despacho aduaneiro, transporte e operação portuária – no Distrito Industrial de Rio Grande, RS.  O empreendimento estava sendo construído desde 2016 e fará a armazenagem de arroz e trigo, principalmente.

“O empreendimento é muito simbólico. É preciso lembrar que 70% do arroz que o brasileiro consome saem da nossa região, mas a disputa inevitável de logística com a soja às vezes diminui o espaço apropriado para a carga, que ganha muito com esse terminal”, avaliou, na ocasião, o superintendente dos Portos do Rio Grande do Sul, Fernando Estima. Por seu lado, Leonardo Vanzin, proprietário do empreendimento, destacou que o terminal está equipado com tecnologia de ponta e equipamentos modernos.

 

Câmara de Comércio Brasil-Panamá avalia uso do canal para transporte de grãos

O uso do Canal do Panamá, como alternativa logística para o escoamento da produção agrícola brasileira, foi o tema de reunião no dia 13 de maio último entre o diretor-presidente da Associação de Terminais Portuários Privados – ATP, Murillo Barbosa, e o presidente da Câmara de Investimentos e Comércio Brasil-Panamá – CICBP, Giuliano Vitorino.

“Nosso olhar está na região do Arco Norte. A ideia é conectar todos os atores na Câmara para juntos termos mais vozes em uma negociação para o possível uso do canal”, afirmou o presidente da CICBP. Segundo ele, a câmara já possui acordos firmados com entidades como a Associação Brasileira dos Produtores de Soja – Aprosoja Brasil e o Porto do Itaqui, MA, para incentivar o início das negociações.

Para o diretor-presidente da ATP, a iniciativa representa uma facilidade logística que pode diminuir os custos do transporte de grãos, principalmente, dos portos que operam na Região Norte do país e que têm maior proximidade com o Canal do Panamá.

“A nova travessia, passando pelo Canal do Panamá, pode contribuir para aumentar a competitividade dos portos do Arco Norte em razão da redução do tempo do trajeto até os portos asiáticos. Porém, é necessário que os custos de passagem pelo canal permitam tornar essa nova rota, em termos de custos, mais atrativa em relação à rota atualmente utilizada”, salientou.

 

Volkswagen apresenta supercaminhão canavieiro

A VW Caminhões e Ônibus apresentou, na Agrishow, o seu primeiro protótipo de supercaminhão canavieiro – o Constellation 31.280 8×4. O supercaminhão tem eixos dianteiros tubulares com capacidade para 8 toneladas e bitola de 3 metros, intercambiáveis à suspensão original, desenvolvidos pela Suspensys. O prolongamento lateral do chassi foi realizado através de uma estrutura rígida facilmente acoplada a ele. O eixo traseiro tem redução no cubo, ampliando a robustez. Esta inovação no prolongamento permitiu o deslocamento da suspensão e freios, proporcionando maior estabilidade lateral do veículo em terrenos inclinados e otimizando a distribuição das cargas, segundo a montadora. Por fora, o protótipo traz ainda pneus de alta flutuação Mitas, que minimizam qualquer dano à lavoura, aumentam a tração e o desempenho na operação. Ele é implementado com aplicador de vinhaça em alto volume, de 22,5 mil litros, da Nonino, e conta, ainda, com transmissão automática Allison, para aplicação off-road, o que confere maior disponibilidade e elimina uso da embreagem. Ela combina-se à caixa de direção hidráulica Knorr-Bremse com assistência eletrônica de última geração e sistema de auxílio de partida em rampa, que aumenta a segurança na operação. Outra vantagem é o motor MAN D08 de 6,9 litros, seis cilindros e potência de 277 cavalos, 1.050 Nm de torque e tecnologia EGR (Recirculação de Gases de Escape), que dispensa o Arla 32. A tomada de força de série é um diferencial, pois pode ser utilizada com o veículo em movimento. Ele também tem instalado o kit Canavieiro sob medida, com diversos itens que adaptam o caminhão à operação no segmento sucroalcooleiro.

 

 

Louis Dreyfus Company inaugura novo armazém de café em Matipó

A Louis Dreyfus Company (LDC) acaba de inaugurar um novo armazém para estocagem e beneficiamento de café no município de Matipó, em Minas Gerais. A construção do ativo na região das Matas e Montanhas, segunda maior produtora de café arábica do país, faz parte da estratégia da companhia de reforçar a originação, investindo em capacidade de armazenagem mais próxima das regiões produtoras, facilitando para levar o café de pequenos e médios produtores ao mercado.

O armazém de Matipó é um ativo moderno, com equipamentos considerados de ponta. “Nosso novo armazém está em uma região de fácil acesso e que produz uma grande variedade de café de alta qualidade. Isso nos permite oferecer aos produtores locais uma opção acessível para armazenar o café, e aos nossos clientes, os blends que desejam”, afirma Marcelo Pedro, diretor de café da LDC para o Brasil.

A empresa comercializa café há 25 anos em Minas Gerais e também possui um armazém em Varginha, no Sul do estado, uma importante região produtora de café arábica, com capacidade para 500 mil sacas. Em 2017, dada à elevada qualidade dos grãos produzidos na região de Matas e Montanhas, a LDC começou a construir uma unidade em Matipó, aumentando sua capacidade no Estado para cerca de um milhão de sacas.

“O armazém de Matipó é o mais recente de um ciclo de investimentos em originação de café no Brasil que começamos em 2012, quando abrimos um armazém em Nova Venécia, ES, para 500 mil sacas de café conilon. Em 2015, ampliamos a capacidade dessa unidade para um milhão de sacas e, agora, adicionamos outras 500 mil sacas de arábica com Matipó. Isso eleva a capacidade de armazenagem total de café da LDC no país para 2 milhões de sacas”, confirma Marcelo.

Presente no Brasil desde 1942, a LDC está entre as cinco maiores exportadoras do país. No mercado de café há 30 anos, se tornou uma das dez maiores comercializadoras do produto no mundo.

 

Caminhão Axor da Mercedes-Benz com direção  autônoma é usado no transbordo de cana

O extrapesado Axor 3131 8×4, primeiro caminhão Mercedes-Benz com direção autônoma a ser utilizado numa operação diária regular no Brasil, foi uma das grandes atrações da marca na Agrishow 2019. “O Axor 3131 é o caminhão de direção autônoma para transbordo de cana com a maior capacidade de carga líquida do mercado brasileiro, chegando até 20 toneladas de cana picada. Além disso, sua utilização em substituição a tratores agiliza o processo de transbordo dentro das fazendas, trazendo mais produtividade, menos consumo de combustível e menor custo operacional”, afirma Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas e Marketing Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. Esse caminhão Axor com direção autônoma desenvolvida para aplicações fora de estrada é fruto de uma parceria exclusiva da Mercedes-Benz do Brasil com a Grunner, empresa de tecnologia para o campo. O modelo já opera 24 horas por dia na colheita de cana-de-açúcar na Agro Cana Caiana, no interior de São Paulo, região considerada a maior produtora do País, aumentando, assim, a produtividade no abastecimento das usinas de açúcar e etanol. De acordo com a Grunner, o uso de caminhão com direção autônoma na colheita de cana assegura até 50% de redução no consumo de combustível, 40% a menos no consumo de lubrificantes e 30% a menos no custo de reparo e manutenção, em comparação com tratores.

 

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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