Logística no agronegócio – Ed. 29 Digital

24/04/2019

Rota agrícola em Ponta Grossa receberá empreendimento rodoviário inovador

Ponta Grossa, considerado o maior entroncamento rodoviário do Paraná e até mesmo da região sul, receberá um empreendimento inovador nesse setor no Brasil.

Já em construção e com previsão para inaugurar em dezembro deste ano, a Parada Vendrami será um misto de posto de combustível e centro comercial e foi pensada para atender de forma especial os caminhoneiros, mas sem deixar de proporcionar o melhor aos turistas e outros motoristas.

A nova Parada ficará localizada na BR-376 na região do Distrito Industrial, a quatro quilômetros do Parque Estadual de Vila Velha, próxima a gigantes do agronegócio como a Louis Dreyfus Company, Bunge e Cargill.

“Haverá lojas de conveniências, restaurante com mais de 1.000 m², estacionamento para 215 caminhões (ou mais de 80 bitrens), estacionamento para ônibus e para 126 carros e 20 motos, central de reparos, entre outros serviços. Além disso, o empreendimento contará com uma Central de Cargas com 20 escritórios comerciais e 80 vagas para carros a transportadoras, seguradoras, entre outras empresas que prestam serviços exclusivos aos caminhoneiros”, explica Vinicius Vendrami Malucelli, sócio no projeto junto com seu irmão Antonio Vendrami Malucelli.

Por abrigar um grande cruzamento rodoferroviário, o município de Ponta Grossa recebe uma quantidade enorme de veículos, especialmente no local onde será a Parada Vendrami. São mais de 20 mil automóveis e 16 mil caminhões transitando por ali diariamente. “Devido ao fluxo intenso, destaca-se a importância de um local com infraestrutura e atendimento  especializado em caminhões. Outro dado interessante é que 24% de toda a produção do soja, milho e farelo de soja passa  em frente à Parada Vendrami”, destaca Vinicius.

Para os empresários que pretendam investir no local, o empreendedor destaca como benefício o baixo custo da operação. “A Parada Vendrami será administrada como um shopping, com manutenção, segurança, iluminação. Todos os empreendedores compartilham da mesma estrutura e dividem custos, podendo focar exclusivamente em suas atividades. Então será o melhor custo operacional para um empreendimento na estrada”, conclui.

 

 

Inova VLI terá desafios regulares em 2019

A VLI, empresa de soluções logísticas que integra terminais, ferrovias e portos, projeta na inovação uma forma de acelerar a modernização de processos, ganhar eficiência e seguir contribuindo para transformar a logística nacional. Este ano, já lançou o primeiro desafio para empreendedores de todo o país e edições mensais devem ocorrer a partir de agora.

O 7º Startup Day convida empreendedores que possam atuar no aprimoramento da medição e do controle de qualidade dos grãos (soja, milho e farelo) que são armazenados em unidades portuárias e terminais distribuídos pelo Brasil. O agronegócio é o principal setor atendido pela empresa. As inscrições podem ser feitas pelo www.inovavli.com.br

Esse será o primeiro de uma série de eventos criados para identificar novos parceiros e soluções no mercado. Em parceria com a Neo Ventures, aceleradora de desafios corporativos, a VLI planeja edições mensais a partir de abril.

A empresa já promoveu seis edições reunindo quase centenas de inscrições. Atualmente, 10 startups desenvolvem projetos com a VLI.

 

 

ANFAVEA e governo de SP vão incluir estradas rurais no Waze

O governo do Estado de São Paulo teve apoio da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – ANFAVEA para colocar no mapa, dar endereço e permitir o tráfego por áreas que atualmente não estão identificadas em sistemas de navegação por satélite.

Chamado Rorais (de Rotas Rurais), o projeto criará um endereço localizável via satélite para propriedades e residências cujo acesso ocorre por caminhos não encontrados pelo Waze. “Isso facilitará o trabalho de empresas de logística para retirada e entrega de mercadorias”, aponta o presidente da ANFAVEA, Antonio Megale.

“Existem 300 mil quilômetros de estradas, a maioria de terra. Os produtores rurais e a indústria de alimentos são os que mais usam essas vias”, completa o secretário de agricultura e abastecimento, Gustavo Junqueira.

De acordo com o secretário, o Estado tem 350 mil propriedades rurais. “A formalização do endereço também é importante para o agricultor no momento da abertura de um crediário”, recorda o secretário. A ANFAVEA entrou no projeto como patrocinadora, sem, no entanto, revelar o valor destinado.

O governo do Estado busca outros apoiadores para o Rorais e não há uma data de entrega nem ponto de partida para o mapeamento. A ideia é fazer aos poucos. O trabalho de digitalização dos endereços e inclusão nos mapas será feito pela Sci Crop, uma startup especializada em tecnologia para o agronegócio. “Usaremos informações que estão hoje fragmentadas dentro dos municípios e órgãos públicos. Elas serão adicionadas como novas ‘camadas’ em cima das imagens da região”, afirma o CEO e cofundador da empresa, José Damico.

Patrocinadores como a ANFAVEA irão bancar o trabalho da Sci Crop e de equipes de comunicação e relações públicas necessárias para o diálogo com os municípios e acesso às informações que serão digitalizadas e incluídas nos mapas.

(Fonte: Automotive Business)

 

 

Desafios, investimentos e pesquisas são os principais temas debatidos no evento anual de Logística Agroindustrial

Realizado no dia 15 de abril último, o 16º SILA – Seminário Internacional em Logística Agroindustrial debateu temas de extrema importância para a área logística, apresentando pesquisas e dados relevantes para vencer os principais desafios do setor. O evento aconteceu na sede do Grupo ESALQ-LOG, em Piracicaba, SP, e contou com a presença de autoridades do Poder Público, profissionais e estudantes.

Entre as apresentações do Seminário, foram debatidos temas como os desafios da logística no âmbito estadual, federal e municipal, abordados pelo presidente da Dersa, Milton Persoli, pelo secretário de Transportes de Piracicaba, Jorge Akira, e pelo ex-secretário de Transportes do MT, Marcelo Monteiro, respectivamente. A discussão abordou assuntos como investimentos em infraestrutura e pesquisa, bem como a necessidade de melhorias e adequação de normas já vigentes.

O evento contou ainda com as palestras de representantes dos operadores logísticos, como o diretor executivo da Grão-Pará Multimodal, Paulo Salvador, o responsável pelo Relacionamento Institucional da VLI, José Osvaldo Cruz, e o conselheiro da Abol – Associação Brasileira de Operadores Logísticos, Paulo Roberto Guedes, que abordaram o desenvolvimento das ações portuárias e ferroviárias, além das contribuições dos operadores. Os pesquisadores do ESALQ-LOG, Abner Matheus João e Fernando Rocha, também marcaram presença no evento, debatendo as vantagens da escolha pela armazenagem e a questão da implementação da Ferrogrão. Em seguida, os alunos da Fatec Baixada Santista apresentaram uma análise de risco a respeito dos procedimentos portuários, com foco no Porto de Santos.

As apresentações finais do evento ficaram por conta do economista chefe da ABIOVE – Abiove Associação Brasileira Indústrias Óleos Vegetais, Daniel Furlan Amaral, que abordou as necessidades dos usuários de transporte, e do assessor técnico da NTC, Antonio Lauro Neto, que falou a respeito da infraestrutura das estradas e as principais características do transporte brasileiro.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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