Logística 4.0: uso de tecnologia em todas as etapas, inclusive através da IA, para otimizar processos e resultados

15/08/2023

O termo Logística 4.0 vem sendo usado há alguns anos e está relacionado a um sistema que utiliza a automação e o uso da tecnologia ao longo de todas as etapas que integram a logística. É uma forma de tornar essa operação “smart”, por meio de um sistema produtivo coeso, eficiente, automatizado e de alta visibilidade.

E uma das companhias responsáveis em oferecer serviços que vão ao encontro da aplicação deste conceito de Logística 4.0,é a Geoforce Brasil, empresa considerada líder global no fornecimento de soluções resistentes de rastreamento e monitoramento de ativos baseadas em satélite e celular em diferentes mercados.

Dentre os clientes no Brasil estão empresas de exploração de Óleo & Gás, companhias globais de locação de equipamentos, fornecedores de produtos químicos, fabricantes de máquinas pesadas usadas em todo o Brasil, dentre outros. Já no mercado internacional, destaque para empresas de aviação, empresas de construção, mineração, transporte,  logística, assim como empresas agrícolas.

Dentro deste cenário, são aplicados softwares e tecnologias capazes de dar suporte para cada etapa da cadeia de suprimentos. O resultado é a automatização dos processos e economia de recursos, inclusive financeiros. Neste processo são usadas tecnologias de ponta, a exemplo da Inteligência Artificial (IA), Big Data, Computação, dentre outras, com o intuito de criar redes inteligentes integradas à cadeia de suprimentos.

E uma das aplicações práticas, quando se fala em IA, está relacionada aos roubos de carga. Nestes casos, um dispositivo de rastreamento pode auxiliar nesta circunstância. “As empresas podem, com base nos nossos dispositivos, na nossa tecnologia, através da IA, obter resultados em eventuais roubos de carga. Ao adquirirem nossos serviços de rastreamento, as empresas podem implementar a IA, para conseguir reduzir o roubo de carga”, explica André Chaboudet, Gerente Geral da Geoforce no Brasil.

Outro exemplo na Logística 4.0 é a otimização da operação e dos processos logísticos, onde o cliente consegue ter visibilidade durante o transporte, controlando itens de segurança do seu ativo, reduzindo a burocracia, aprimorando e modernizando a gestão, garantindo uma logística mais rápida, conectada, inteligente e eficiente, capaz de proporcionar redução de custos e maior foco na estratégia de negócios do cliente.

Segundo pesquisa recente da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), o roubo de cargas foi responsável por um prejuízo de R$ 1,2 bilhão em 2022. De acordo com o levantamento, a região do país mais prejudicada foi a Sudeste, com 85,18 % dos registros, seguida pelas regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Os produtos mais visados pelos criminosos são os gêneros alimentícios, combustíveis, produtos farmacêuticos, autopeças, têxteis e confecções.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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