LATAM Cargo Brasil inaugura novo Terminal de Cargas em Imperatriz

24/08/2017

A LATAM Cargo Brasil, unidade de cargas da LATAM Airlines Brasil, inaugura hoje (21) seu novo Terminal de Cargas no aeroporto de Imperatriz (MA). Com investimentos de R$ 390,8 mil, o terminal teve a área operacional ampliada dos atuais 63m² para 150m², o que vai gerar um aumento de 18% na movimentação de cargas, com previsão de aproximadamente 41 toneladas ao mês, considerando o destino Imperatriz, e 11 toneladas tendo Imperatriz como origem.

Para ampliar o leque de encomendas, o espaço conta também com um freezer para mercadorias perecíveis e uma doca para embarque e retirada de grandes volumes. Os principais produtos movimentados no terminal são confecções, eletrônicos e perecíveis.

“A base de Imperatriz é extremamente importante para as operações da companhia, por ser um polo de transporte de cargas para outras regiões do país, tendo como principais destinos São Luís, Brasília, Manaus e São Paulo. Por isso fizemos esses investimentos para ampliar a capacidade de armazenagem e manuseio de cargas, elevar o nível dos serviços aos clientes, melhorar as condições de acessibilidade e fortalecer nossa presença neste mercado”, destaca o gerente comercial sênior de cargas doméstico Brasil, da LATAM Cargo Brasil, Diogo Elias.

“Nossa aposta mostrou que estávamos certos, pois o movimento de cargas já começa a retomar em diferentes regiões do pais, especialmente no Norte e Nordeste”, explica Diogo Elias, ressaltando que a expansão do Terminal de Imperatriz segue essa lógica – em Imperatriz, o movimento de cargas da companhia aumentou 37% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período do ano passado, e o market-share da empresa é de 86%.

O novo terminal integra o plano de negócios da empresa que prevê, até o final deste ano, a injeção de R$ 94 milhões em reformas e construção de 22 novos terminais de carga, além de investimentos em tecnologia e segurança. O plano, iniciado em 2013, foi mantido pela empresa mesmo com a crise econômica, devido à perspectiva de crescimento do mercado após o período de retração.

O terminal de Imperatriz funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h. Dispõe de estacionamento para os clientes e loja para atendimentos.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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