Körber Supply Chain lança soluções tecnológicas

12/04/2024

A Körber Supply Chain acaba de anunciar a chegada de novas soluções para ampliar as operações de armazéns. A empresa de tecnologia alemã, com atuação global e escritórios no Brasil, oferece soluções para a gestão de Centros de Distribuição de grandes empresas.

Agora, além do WMS (sistema de software) e dos AMRs (Robôs Móveis Autônomos), chegam para somar: Sistemas de Controle Unificados (UCS), Gamificação e Slotting.IQ. 

Segundo Helcio Lenz, diretor da Körber Supply Chain na América Latina, as novas soluções expandem o leque de produtos, ampliando as possibilidades para aprimorar os processos internos e externos. “Os novos lançamentos foram pensados para atender as demandas crescentes na cadeia de suprimentos”, afirma.  

O UCS era a novidade mais aguardada para o portfólio da empresa, diz Lenz. Projetado para ser uma solução inédita, que orquestra diferentes tecnologias de armazém em toda a instalação, o UCS fornece uma solução única para otimizar fluxos de trabalho de atendimento de entrada e saída.

Ele aproveita os dados do sistema de gerenciamento de armazém (WMS) para analisar informações de estoque e pedidos e, a partir disso, aloca automaticamente tarefas para AMRs, pessoas ou MHE (Equipamento de Manuseio de Materiais), com base em sua adequação, destino e carga de trabalho atual.  

Na rotina de um armazém, o uso de um sistema tecnológico completo permite que os processos sejam otimizados, gerando mais eficiência e tempo, tanto para os gestores como para os colaboradores. “O perfil do consumidor muda constantemente e, para estar preparado para essas mudanças, as empresas devem investir em soluções que estejam alinhadas com as expectativas do mercado”, complementa o diretor. 

Uma solução como essa – independente de fornecedor para gerenciar e controlar – traz inúmeros benefícios, não só para as atividades de rotina do armazém, mas também a longo prazo. O UCS permite que as empresas adaptem o sistema aos fluxos de trabalho associados às suas necessidades de negócios, para melhorar a eficiência do atendimento ROI de tecnologia aprimorado. A obtenção de ganhos incrementais de produtividade permite que os clientes aproveitem totalmente os investimentos em tecnologia e reduzam o tempo de obtenção de valor. 

Além do UCS, a Gamificação e o Slotting.IQ também prometem promover maior otimização dos serviços, facilitando, e até mesmo interagindo, com os colaboradores do armazém. Confira mais detalhes abaixo. 

Gamificação: aumenta a produtividade através do incentivo do envolvimento dos funcionários, além de introduzir uma concorrência saudável. A gestão define metas e marcos para incentivar os usuários a progredirem na experiência à medida que colaboram em equipe e concluem tarefas. Esta solução redefine o engajamento dos funcionários, com foco na eficiência, produtividade e satisfação dos colaboradores. 

Slotting.IQ: permite que os armazéns aproveitem a gestão de estoques complexos. Algoritmos de alocação dinâmica otimizam a colocação de itens e estoques, melhorando a eficiência da seleção de pedidos e acelerando o processamento de pedidos. Ao integrar-se ao WMS, as estratégias de re-slotting podem ser implementadas perfeitamente e melhorar a produtividade operacional geral. A abordagem automatizada do Slotting.IQ também economiza tempo e recursos valiosos quando comparada aos métodos tradicionais de slotting manual.   “A cadeia de suprimentos continua evoluindo e trazendo novos desafios. Para atender essa complexidade, nosso objetivo é sempre estar um passo à frente, fornecendo a tecnologia que nossos clientes precisam para se manterem à par dessas mudanças do mercado”, diz Lenz. “Os novos produtos revolucionam a organização do estoque, aumentando o envolvimento da equipe e combinam a automação com a mão de obra humana.” 

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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