Jungheinrich lança rebocador de linha pesada com força de tração de até 28t

17/11/2017

A Jungheinrich, uma das líderes em soluções intralogísticas e fabricante de produtos de movimentação e armazenagem, lança o rebocador elétrico EZS 7820. Com até 28t de força de tração, o veículo é ideal para uso externo em aeroportos ou em instalações comerciais de empresas do setor industrial. O rebocador já está disponível para venda, e em breve chegará na unidade da matriz brasileira para testes nos principais clientes que necessitam do uso desse tipo de rebocador.

Devido ao poderoso motor de tração, o novo rebocador foi desenvolvido para operações com cargas pesadas para uso também em rampas. Os freios de estacionamento automáticos com proteção contra descida descontrolada e o assistente de arranque em subida facilitam a parada e a retomada de movimento na rampa.

O novo modelo conta com a nova bateria de íon-lítio de 500 Ah, que garante mais eficiência na operação, pois não necessita de manutenção e também proporciona uma longa vida útil da bateria. Recargas rápidas e de oportunidades podem ser feitas em até 80min, sem necessidade de troca da bateria entre os turnos de trabalho. Para turnos de operação mais longos e pesados é possível optar pela bateria com capacidade de até 930 Ah com aumento na distância entre eixos.

Com dimensão compacta e grande ângulo de direção, o rebocador EZS 7820 da Jungheinrich foi desenvolvido para facilitar manobras mesmo em espaços reduzidos e garantir a segurança na operação devido aos seus sistemas de assistência. O design robusto e resistente ao tempo com revestimento KLT (Klein Lagerung und Transport – ou Acondicionamento e Transporte de Pequenos Componentes) garante o nível máximo de proteção contra corrosão, tornando este rebocador adequado para todas as operações, mesmo nas condições mais adversas do clima.

A Jungheinrich também oferece uma ampla variedade de cabines de operador, disponíveis opcionalmente com portas recolhíveis e deslizantes. Além disso, a configuração dos pedais de estilo automotivo e as posições de direção ajustáveis garantem que qualquer operador possa manusear o EZS 7280 facilmente.
“Durante o desenvolvimento do rebocador, demos muita atenção à performance e segurança em operações com rampa. Também tivemos atenção com o design do assento do operador, que é baseado na indústria automotiva. Isso permite que os operadores trabalhem sem se cansar durante seus turnos”, afirma Andreas Füchtmann, gerente de produto da Jungheinrich.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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