Jungheinrich apresenta novos equipamentos para o setor de intralogística na LogiMAT 2019

14/03/2019

Jungheinrich

A Jungheinrich anuncia sua nova geração de equipamentos para o setor de intralogística mundial. Os lançamentos foram feitos na edição 2019 da LogiMAT, evento anual que reúne as empresas que movimentam a indústria intralogística no mundo. A feira foi realizada em fevereiro, na Alemanha.

A nova selecionadora vertical de pedidos EKS 412s ganha uma versão com desempenho superior no armazenamento de produtos em espaços pequenos e uma maior capacidade na coleta de pedidos em alta elevação. As novas máquinas contam com um novo mastro telescópico e com uma elevação de picking superior a 14 metros, garantindo uma maior capacidade residual e um novo mastro livre de trações. A EKS 412s é 25% mais rápida que sua versão anterior, e oferece uma economia de energia superior a 10%.

“As novas EKS 412s garantem a máxima performance nos mais importantes aspectos de um centro de distribuição: desempenho, eficiência, ergonomia e segurança. Esse cenário nos permite trazer um rendimento significativamente maior em corredores estreitos” explica Christian Erlach, Membro do Conselho de Marketing e Vendas da Jungheinrich.

Os novos equipamentos têm duas opções de baterias elétricas: chumbo-ácido e lítio. A primeira atua em dois turnos com apenas uma carga de bateria, reduzindo tempo e custos operacionais. A bateria de lítio, por sua vez, proporciona alto desempenho, tempo de carregamento rápido e vida útil maior.

Outra novidade é a primeira empilhadeira patolada ERC 216zi com a bateria de lítio totalmente integrada a sua estrutura. “Com a bateria de lítio integrada criamos um projeto de veículo revolucionário. A ERC 216zi é ultra compacta, ágil, e perfeita para centros de distribuição estreitos”, afirma Erlach. A ergonomia é o ponto alto da ERC 216zi. Uma plataforma fixa proporciona suporte e conforto ao operador mesmo em processos mais longos. Já o controle smartPILOT fornece uma direção precisa e fácil com apenas uma mão.

 

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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