Johnson & Johnson Medical Devices inaugura seu maior Centro de Distribuição da América Latina em São Paulo

15/01/2018

A Johnson & Johnson Medical Devices inaugurou no GLP Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, seu maior Centro de Distribuição integrado da América Latina. Resultado de um investimento de R$ 30 milhões, o espaço disponibilizará mais de 14 mil itens dentre todas as franquias da marca – desde dispositivos cirúrgicos até próteses, implantes e insumos cirúrgicos-, atendendo milhares de procedimentos cirúrgicos diariamente.

O novo centro de distribuição está em linha com a estratégia global de negócios da companhia, que tem o Brasil como um dos países foco de investimentos, aumentando a capacidade da operação e garantindo o alto nível de serviços para suprir a demanda do setor nos próximos 10 anos. O Brasil é sétimo maior mercado de saúde em todo o mundo e segundo maior mercado privado da América, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Localizado no maior condomínio logístico da GLP no Brasil, o centro de distribuição tem aproximadamente 12 mil metros quadrados e 24 mil posições de armazenagem. O espaço contribuirá para a eficiência logística, garantindo uma operação ágil e de qualidade para atender as necessidades de aproximadamente 2 mil hospitais brasileiros, atingindo milhões de vidas todos os anos. Ao todo são 300 funcionários trabalhando 24 horas na distribuição dos produtos. O CD deve abastecer ainda outros 31 países, além do Brasil.

O CD deve abastecer ainda outros 31 países, além do Brasil, com as suturas produzidas na fábrica na Johnson & Johnson em São José dos Campos/SP, considerada o maior e mais diversificado complexo industrial da Johnson & Johnson fora dos Estados Unidos.

“A Johnson & Johnson está presente no País há quase 84 anos, contribuindo para o desenvolvimento do setor de saúde do Brasil por meio do fornecimento de soluções que promovam a melhor experiência e resultado clínico ao paciente, ao mesmo tempo em que ofereçam eficiência de custos em todo sistema de saúde. Nosso compromisso com o País é de longo prazo, por isso a necessidade de aumentar a capacidade da operação já pensando nos próximos 10 anos”, explica Adriano Caldas, presidente da Johnson & Johnson Medical Devices no Brasil.

Guarulhos: posição privilegiada

“Um time multifuncional considerou vários aspectos para a escolha do local para a instalação do CD como segurança, qualidade, mobilidade, oferta de mão de obra e vias de acesso que facilitassem as entregas, resultando em ganho logístico tanto para a companhia quanto para os hospitais que utilizam nossos dispositivos para cirurgias”, explica Ricardo Araújo, Vice-Presidente de Logística da Johnson & Johnson para a América Latina.

A cidade de Guarulhos é estratégica pois facilita entrada e saída de produtos por conta do acesso à rodovia e ao aeroporto, possibilitando a distribuição dos dispositivos médicos com mais agilidade e consequentemente, contribuindo para salvar cada vez mais vidas. “Agora temos uma operação com capacidade e infraestrutura para fazer frente ao nosso crescimento futuro. Estamos preparados para garantir o fornecimento de inovação no setor de saúde, garantindo o alto nível de serviços”, completa Araújo.

Outro destaque do GLP Guarulhos é a localização privilegiada, já que a estrutura está próxima ao aeroporto internacional de São Paulo e à rodovias importantes, como a Dutra e Ayrton Senna, além do Rodoanel Mario Covas.

Mauro Dias, presidente da GLP no Brasil, empresa que administra o condomínio onde o CD foi instalado, observa como a localização influencia nos resultados e crescimento da empresa. “Temos dados que apontam que a redução de custos no transporte pode chegar a 20% se a empresa fizer um planejamento que considere a melhor localização para otimizar seus serviços de distribuição”, explica.

O parque logístico é o único do país com um viaduto privativo com acesso direto aos galpões pelos dois sentidos da Rodovia Dutra. “O objetivo dessa obra foi proporcionar aos clientes maior mobilidade na circulação dos veículos e eficiência logística”, completa Dias.

A infraestrutura adequada também é essencial para os resultados positivos: “com uma maior capacidade de armazenagem, pela combinação de altura do pé direito e capacidade do piso, o espaço é melhor aproveitado e há uma redução no preço proporcional ao metro quadrado que foi locado”, comenta.

Para viabilizar o CD de Guarulhos, a Johnson & Johnson Medical Devices contou com o apoio da Agende Guarulhos – agência de Desenvolvimento – e da Investe SP – agência de promoção de investimentos e competitividade ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. “Estamos ao lado da Johnson & Johnson em diversos projetos no Estado de São Paulo, dando suporte principalmente no contato junto aos órgãos anuentes, contribuindo com a agilidade e eficiência dos prazos técnicos necessários”, afirma Sérgio Costa, diretor da Agência Investe SP.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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