JBS inaugura fábrica de latas e apresenta a marca Zempack para a divisão de embalagens metálicas

19/05/2021

JBS

Segunda maior indústria de alimentos do mundo e a maior companhia no setor de proteínas, a JBS acaba de inaugurar sua fábrica de latas em Guaiçara, no interior de São Paulo.

A planta, com tecnologia de ponta e foco na indústria 4.0, recebeu investimento superior a R$ 80 milhões e possui três linhas de produção voltadas exclusivamente para a fabricação de embalagens metálicas para aerossóis, tanto de aço (flandres) quanto de alumínio. Dessa forma, a empresa se tona a única no Brasil a operar com os dois materiais como matéria prima.

Com a nova unidade, que emprega 100 pessoas, a empresa amplia sua capacidade produtiva de aerossóis para mais de 220 milhões de latas anualmente, que atenderão também aos mercados de cosméticos e de desodorantes.

Construída com foco em uma nova expansão, que deve ocorrer nos próximos anos, a fábrica possui equipamentos importados da Europa, que permitem acesso remoto para manutenção e reparos, além de impressora dupla, o que traz maior agilidade de litografia nas embalagens.

“Com a nova fábrica em Guaiçara, iniciamos nossa operação no segmento de latas de alumínio. Além de ampliarmos nossa capacidade produtiva e reforçarmos nosso posicionamento como um dos principais players do setor, certamente também passamos a contar com uma das fábricas mais modernas no país”, afirma Marcelo Jorcovix, diretor da Zempack, unidade de negócios da JBS.

Novo momento

A inauguração da planta também marca um novo momento para a divisão da JBS Novos Negócios. Antes chamada de JBS Embalagens Metálicas, a unidade de negócios passa agora a se chamar Zempack.

O novo naming e a identidade visual mais moderna fazem parte do processo de reposicionamento do negócio, que vem passando nos últimos anos por uma série de investimentos em expansão fabril, tecnologia, sustentabilidade e ampliação do portfólio.

“Acreditamos que a nova marca nos ajudará a agregar mais valor ao negócio e a construir uma trajetória de ainda mais sucesso, inclusive no mercado externo”, complementa Jorcovix.

Produção sustentável

Ainda segundo o diretor da unidade de negócios, a sustentabilidade permeia, de ponta a ponta, os processos de produção da Zempack, que busca sempre as melhores práticas do mercado. Toda a energia utilizada nas fábricas é proveniente da Biolins, unidade de produção de energia elétrica da JBS, localizada em Lins, SP, e que utiliza 100% de matéria prima de fontes renováveis, como bagaço de cana e cavaco de reflorestamento.

Além disso, todo o ciclo de produção das embalagens de aço segue o sistema de logística reversa e 100% do material descartado no processo produtivo é destinado para a JBS Ambiental, que o reinsere no setor por meio de siderúrgicas. Dessa forma, garante que o aço não utilizado seja reaproveitado dentro da própria cadeia.

A Zempack ainda integra o Acordo Setorial de Embalagens e o Programa Prolata – uma iniciativa da Associação Brasileira de Embalagens de Aço (Abeaço), com atuação nas cinco regiões do país. O Prolata, que conta com apoio da Companhia desde 2012, inclusive para a sua concepção, apresenta três frentes de atuação: centros de recebimento para grandes volumes, cooperativas de catadores de materiais recicláveis – para inclusão social – e pontos de entrega voluntária para o consumidor final. Hoje, são mais de 50 cooperativas associadas e que atuam em todo o território nacional e até o ano passado mais de 31 mil toneladas de aço já haviam sido recicladas.

Na linha alimentícia, a embalagem metálica possui o benefício de manter as propriedades naturais do produto inalteradas, protegendo os alimentos por mais de dois anos, em condições adversas de clima, transporte e manuseio.

“Vale ainda destacar que todas as embalagens produzidas pela empresa são 100% recicláveis, além de serem leves e resistentes, apresentando alta qualidade e robustez”, completa Jorcovix.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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