Jamef inaugura mais um hub urbano “Perto de Você” na capital paulista

22/11/2022

A Jamef, considerada uma das maiores empresas do Brasil em soluções logísticas para transporte de mercadorias, com atuação nos modais aéreo e rodoviário para todo o território nacional, acaba de inaugurar seu mais novo hub urbano “Perto de Você”, localizado no bairro do Tatuapé, região leste da cidade de São Paulo. O hub servirá como ponto de coleta, entrega e retirada de mercadorias.

O novo hub urbano atua em um raio de cinco quilômetros e todo o transporte de cargas a partir do hub é realizado por carros utilitários, motocicletas e agora com bicicletas, que trazem ainda mais agilidade, permitindo que as entregas cheguem aos destinos finais em menos tempo e com menor impacto ambiental.

O novo hub no bairro do Tatuapé, localizado na Av. Álvaro Ramos, 2.401, faz parte de uma iniciativa lançada neste ano pela Jamef e completa a quarta unidade na capital paulista, sendo que três dessas lojas já foram inauguradas em bairros estratégicos, como Pinheiros, Barra Funda e Moema.

“Esse sistema representa um ganho logístico e operacional que nos torna ainda mais competitivos no mercado de última milha. A iniciativa nasceu em São Paulo, mas nossa proposta é expandir a outras cidades atendidas pela empresa. Dentro dos raios de atuação dos hubs, conseguimos garantir entregas em até 15 minutos, tempo excepcional quando consideramos os desafios logísticos da cidade de São Paulo”, destaca Pedro Maniscalco, diretor de operações da Jamef.

O executivo da Jamef destaca, ainda, que todos os hubs estão em locais estratégicos e com boas vias de acesso. A funcionalidade dos hubs urbanos “Perto de Você”, favorece, especialmente, os clientes da última milha.

Os hubs urbanos fazem parte do novo posicionamento da Jamef que, com uma experiência de quase seis décadas, cria circuitos exclusivos para oferecer uma solução logística completa para ajudar os clientes a resolver seus principais desafios, dos mais simples aos complexos, seja consolidando grandes volumes e distribuindo-as por todo o País, entregando um pequeno pacote na última milha ou atuando como “estoque sobre rodas”.  

Futuramente, essas estruturas contarão, ainda, com operações de logística reversa de pós-venda, o same day delivery e soluções para lockers, espaço exclusivo para que produtos sejam depositados e fiquem disponíveis para a retirada dos compradores no próprio hub.

Modelo de Negócio

Durante a pandemia da Covid-19, a Jamef, que atua fortemente na cadeia B2B, viu esse cenário mudar e chegou a atender 60% de clientes B2C com o fortalecimento dos e-commerces. O aumento expressivo impulsionou os investimentos da empresa e fez com que os hubs surgissem como solução ainda mais eficaz para otimizar prazos e custos, além de facilitar os envios e as entregas de produtos a clientes e embarcadores. Além do ganho logístico, os hubs urbanos permitem atendimento humano e personalizado aos clientes, aproximando a transportadora dos consumidores finais. Para 2023 a Jamef deve chegar a 10 hubs urbanos na grande São Paulo além de inaugurar novas unidades no mesmo modelo a outras capitais.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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