Jadlog prevê maior volume de encomendas por conta da Black Friday

21/11/2018

A Jadlog, uma das maiores transportadoras de cargas expressas fracionadas e um dos principais operadores logísticos do comércio eletrônico do país, já se prepara para a Black Friday 2018, que será realizada no próximo dia 23 de novembro, e prevê alcançar 140.mil entregas por dia durante a semana do evento, 70% a mais que em 2017. A empresa também já mobilizou 1.300 pontos de serviço Pickup em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos quais o consumidor poderá retirar diretamente suas encomendas, de forma programada.

Uma das datas mais esperadas pelos varejistas eletrônicos e marketplaces, a Black Friday 2018 deve movimentar R$ 2,43 bilhões em vendas pelo e-commerce, 15% a mais do que a mesma data do ano passado, segundo a Ebit Nielsen. A previsão é de quatro milhões de pedidos de produtos, com tíquete médio de R$ 607,50 cada um.

A Jadlog, que integra a DPDgroup, a segunda maior rede de entregas de encomendas internacionais da Europa, prepara-se para transportar produtos das categorias dos eletrônicos, eletrodomésticos, livros, cosméticos e perfumaria; moda e acessórios, entre outros. “A Black Friday é a principal data do e-commerce, de modo que já estamos nos preparando para atender à demanda, que deve ser mais alta do que a do ano passado, devido à participação cada vez maior do comércio eletrônico nas vendas do varejo”, afirma o presidente da Jadlog, Bruno Tortorello.

A empresa vem fortalecendo sua atuação no segmento de e-commerce, que hoje já representa 45% das movimentações totais, atendendo grandes, médios e pequenos comércios eletrônicos, através de suas mais de 500 franquias espalhadas pelo País. A Jadlog também lançou novos serviços que representam maior conveniência ao consumidor final.

Recentemente, a Jadlog implementou o Pickup, serviço inovador que promete transformar a logística do e-commerce. O Pickup permite a retirada dos produtos comprados online em pontos comerciais estratégicamente localizados nas cidades brasileiras. Trata-se de uma opção prática e conveniente para facilitar a vida do consumidor, que escolhe o ponto mais próximo da sua residência ou do trabalho e planeja a retirada da encomenda em qualquer dia da semana, em horários estendidos, inclusive aos finais de semana.

O serviço já está operando nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em São Paulo, são 1.000 pontos, sendo 500 só na Grande São Paulo, nos quais o consumidor pode retirar sua mercadoria. No Rio de Janeiro são 300 pontos. Em todo o Brasil, a rede Pickup prevê contar com 8.000 pontos selecionados estrategicamente, localizados a, no máximo, 10 minutos a pé de 90% do mercado consumidor.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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