Iveco Group inaugura nova fábrica ePowertrain em Turim, primeira do grupo totalmente neutra em carbono

21/10/2022

A FPT Industrial, marca global de powertrain do Iveco Group, inaugurou, nesta terça-feira (18), em Turim, na Itália, a nova fábrica de ePowertrain do grupo, totalmente dedicada à produção da linha de powertrain elétrico e primeira planta do grupo totalmente neutra em carbono.

Cobrindo uma área total de 15.000 m², a usina gera a própria energia com painéis solares e outras tecnologias inovadoras de energia fotovoltaica e eólica, compra energia adicional de fontes renováveis ​​e créditos de carbono para compensar totalmente as emissões de CO2. Internamente, dispõe de uma área de 6.000 m² com cem plantas resistentes à seca, que adicionam uma absorção esperada em aproximadamente 7 toneladas por ano de CO2.

Em plena capacidade, a fábrica empregará cerca de 200 pessoas para produzir mais de 20 mil eixos elétricos e mais de 20 mil baterias por ano. Os eixos elétricos equiparão veículos pesados, como o caminhão Nikola Tre, enquanto as caixas de transferência elétrica e as baterias compactas serão instaladas em veículos comerciais leves e micro-ônibus, como o novo IVECO eDAILY. Os dois veículos emissão zero foram apresentados durante a IAA Transportation em Hannover, Alemanha, há um mês.

A adoção de tecnologias da Indústria 4.0 – incluindo armazéns altamente automatizados, realidade aumentada e virtual, sensores inteligentes, scanners 3D para medições de nível metrológico, simuladores de realidade 3D, robôs cooperativos e câmeras termográficas – garantirá maior segurança, sustentabilidade, qualidade, produtividade e gestão logística.

“O Iveco Group estabeleceu para si mesmo a desafiadora meta de atingir zero emissão líquida de carbono até 2040, dez anos antes do prazo final do Acordo de Paris. Isso se aplica igualmente aos nossos produtos e aos locais onde trabalhamos para produzi-los. A partir desta planta, forneceremos aplicações de e-powertrain que complementarão uma linha de motores já extensa, confirmando nossa vontade de oferecer aos clientes os produtos e serviços certos para atender às suas necessidades em rápida mudança e nossa ambição credível de liderar a corrida da eletromobilidade”, afirmou Gerrit Marx, CEO do Iveco Group.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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