Henkel inova no segmento logístico com o primeiro caminhão elétrico de 30 toneladas no Brasil

A Henkel, dona das marcas Cascola, Loctite, Pritt, Bonderite e Schwarzkopf Professional, se posiciona na vanguarda da logística sustentável ao incorporar o primeiro caminhão 100% elétrico de 30 toneladas em operação no Brasil.  A iniciativa, segundo a empresa, pioneira no país e na rede global da empresa, reforça o compromisso da companhia com práticas sustentáveis e a redução de emissões de carbono.

Com autonomia de até 200 km, o veículo realiza entregas na Grande São Paulo e interior, ampliando a capacidade de distribuição de 9 para 33,5 toneladas diárias — um salto de 372%. Alimentados por energia solar, os carregadores elétricos permitem recargas completas em apenas uma hora, garantindo operações 100% sustentáveis.

“Com a implementação do novo veículo em nossa logística, o Brasil se torna o primeiro país onde a Henkel está presente a utilizar em sua frota um caminhão desse porte para realizar as entregas para os clientes. O processo é feito com energia limpa desde a saída do Centro de Distribuição até o retorno para a recarga”, afirma Daniel Rocha, gerente de Logísticas e Mercadorias Perigosas da Henkel na América Latina.

Além de reduzir 31 toneladas de carbono por ano — o equivalente a 65 viagens aéreas de uma pessoa entre São Paulo e Manaus ou ao plantio de 465 árvores —, o caminhão também apoia a logística interna, transportando produtos entre o CD e a planta, ambos localizados em Jundiaí, SP.

A companhia tem a meta global de, até 2030, reduzir 30% das emissões de CO2 durante as entregas para os clientes e a transferência de produtos entre as plantas. A iniciativa reflete o compromisso da Henkel com a eficiência e a sustentabilidade. “A adoção de tecnologias de ponta na logística é mais uma demonstração do comprometimento da Henkel com os pilares de eficiência e sustentabilidade, alinhados às melhores práticas de ESG. A iniciativa não apenas reforça o papel da empresa como referência em inovação sustentável, mas também demonstra sua liderança na transição para uma logística verde no país”, finaliza Rocha.

Compartilhe:
Veja também em Caminhões
Mercedes-Benz lança novos caminhões Atego para operações mistas e fora de estrada na Agrishow 2026
Mercedes-Benz lança novos caminhões Atego para operações mistas e fora de estrada na Agrishow 2026
A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science
Relatório da Idle Giants aponta que caminhões elétricos avançam e pressionam montadoras tradicionais por eletrificação
Relatório da Idle Giants aponta que caminhões elétricos avançam e pressionam montadoras tradicionais por eletrificação
Novos Axor da Mercedes-Benz ganham versões com suspensão pneumática e modelo plataforma
Novos Axor da Mercedes-Benz ganham versões com suspensão pneumática e modelo plataforma
Juros altos aceleram virada no modelo de posse de caminhões no Brasil, aponta estudo da Mirow & Co.
Juros altos aceleram virada no modelo de posse de caminhões no Brasil, aponta estudo da Mirow & Co.
Caminhões elétricos no Brasil avançam, mas infraestrutura e custo ainda limitam expansão, aponta estudo da Mirow & Co.
Caminhões elétricos no Brasil avançam, mas infraestrutura e custo ainda limitam expansão, aponta estudo da Mirow & Co.

As mais lidas

01

Viktória Cargas expande transporte aéreo de cargas e mira mercado internacional até 2030
Viktória Cargas expande transporte aéreo de cargas e mira mercado internacional até 2030

02

Descompasso entre demanda e infraestrutura pressiona logística urbana no Estado de São Paulo, avalia o presidente da FETCESP
Descompasso entre demanda e infraestrutura pressiona logística urbana no Estado de São Paulo, avalia o presidente da FETCESP

03

Copa do Mundo 2026 acelera vagas temporárias e fortalece polos logísticos, revela estudo da Mendes Talent
Copa do Mundo 2026 acelera vagas temporárias e fortalece polos logísticos, revela estudo da Mendes Talent