Guindaste tem redução de peso e aumento de capacidade de carga com uso do aço Strenx

14/01/2019

O Grupo Masal, com 65 anos de tradição na fabricação de máquinas de alta performance, em conjunto com a SSAB, multinacional sueca líder mundial na fabricação de aços de alta resistência, fez um trabalho de readequação de materiais e produziu o guindaste MC60609 em Strenx 700MC, aço estrutural de alta resistência da SSAB que permite o desenvolvimento de equipamentos de alto desempenho. A mudança gerou um projeto equalizado com grandes resultados: houve redução de 1 tonelada no peso do equipamento.

Thiago Santos Vitola, diretor comercial do Grupo Masal, conta que, para o desenvolvimento da nova solução, houve uma evolução do material. ”Em um projeto otimizado e equilibrado, tivemos uma significativa redução de peso e aumento de capacidade de carga sem perder a identidade dos produtos da Masal: conseguimos manter as mesmas características no equipamento – o nível de segurança e a robustez – e também, tiramos mais proveito da máquina”, explica Thiago.

A redução do peso impulsionou uma série de economias nas despesas de insumos. ”Esses mil quilos de redução de peso equivalem a um sexto do peso do equipamento anterior. Isso reflete em redução do consumo de combustível e desgaste de pneus. O resultado é um considerável aumento da capacidade de carga do caminhão para transporte. Além disso, conseguimos apresentar um preço menor ao usuário final, pois o custo também foi reduzido, e estamos entregando um equipamento que faz mais do que o antigo”, ressalta o diretor da Masal.

Vitola ainda afirma que o produto ficou muito superior do que os oferecidos pelos concorrentes nessa faixa de capacidade. “O peso das lanças também foi reduzido, mas sem perder suas características. Além disso, o gráfico de carga ficou muito melhor nas distâncias intermediárias, superando muito o equipamento anterior”, comenta.

Outra característica evidente que o diretor aponta na troca de tecnologia do equipamento é o design: “O produto ganhou uma imagem mais moderna, com um desenho mais fluído”. Ele explica que o suporte das lanças ganhou um desenho diferente para melhor aproveitamento do guindaste. “Fizemos um suporte em formato de onda que faz com que os cilindros sejam acomodados em torno da lança, o que não provoca a sobreposição dos mesmos. Assim, a largura total do equipamento explora ao máximo a largura do caminhão, de forma fluída e usamos todo o espaço disponível no caminhão de forma útil”.

O aço Strenx é projetado para os setores em que a alta resistência estrutural e a redução de peso são fatores competitivos importantes, especialmente na indústria de elevação de carga, movimentação, transporte e agricultura. “O Grupo Masal conseguiu fazer um upgrade para um aço mais resistente, que permite um produto mais leve, ocasionando grandes ganhos e melhores resultados para o desempenho do produto final”, diz Lisandro Peliciolli, Gerente Geral de Vendas da SSAB América do Sul Atlântico. Para Vitola, o trabalho só foi possível com a troca de experiências com a SSAB. “O envolvimento com os especialistas e suporte técnico da SSAB nos permitiu desenvolver um produto avançado, com melhor desempenho, design inovador, mais leve e ainda assim muito robusto”, comemora.

A fabricante foi convidada a fazer parte do My Inner Strenx da SSAB, programa de qualidade para empresas que demonstram expertise e inovação ao projetar e fabricar estruturas de aço avançadas que aproveitam ao máximo as propriedades do aço Strenx. O Grupo Masal é o único membro no segmento de guindastes no Brasil vinculado ao programa. “Este certificado de qualidade prova que continuamos inquietos e dispostos a inovar e melhorar sempre. Os critérios de qualidade da SSAB são altíssimos e fazer parte do programa atesta que os equipamentos que fabricamos estão nos mais altos padrões do mundo”, diz o diretor comercial do Grupo. A partir de agora, os guindastes Masal exibem o selo do programa, o que significa que o produto foi otimizado para ser forte e leve, feito com aço de alto desempenho e que seguem as recomendações de qualidade da SSAB.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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