Grupo Máxima promete inovar o atacado distribuidor com solução de acompanhamento preciso de entregas

17/05/2024

Enquanto o acompanhamento do status do pedido se tornou uma rotina no ambiente B2C (Business-to-Customer), com grandes redes, como Amazon, Mercado Livre e Shein, estabelecendo transparência no processo de entrega ao cliente final, o setor B2B (Business-to-Business), especialmente o atacadista, ainda enfrenta desafios significativos nesse processo. 

Ao reconhecer essa dificuldade, o Grupo Máxima, considerado líder no mercado atacadista distribuidor, segundo o Ranking ABAD/Nielsen (35% de market share em soluções de venda), lança o “Tá em Rota”, uma solução desenvolvida para facilitar a comunicação entre atacadistas e varejistas. A aplicação oferece uma visão abrangente do processo de entrega de produtos, desde o momento da compra até a previsão de chegada do pedido ao estabelecimento. 

O produto será oficialmente lançado em junho, durante a 43ª Convenção ABAD (Associação Brasileira dos Atacadistas Distribuidores), mas a diretoria de inovação e tecnologia do Grupo apresentou o “Tá em Rota”, em caráter de pré-estreia, exclusivamente aos clientes que visitaram o estande da companhia durante a APAS Show 2024, maior evento de bebidas e alimentos das Américas e a maior feira supermercadista do mundo, que terminou ontem em São Paulo.

“A falta de transparência em relação às entregas gera uma grande insatisfação no atacado distribuidor, tanto para o cliente que não sabe o status de sua mercadoria, quanto para o distribuidor, que precisa acionar vários setores internos para conseguir a informação e repassar ao varejista”, explica o CPO (Chief Product Officer) do Grupo Máxima, Bruno Simião. 

Por meio do “Tá em Rota”, os varejistas passam a ter uma nova experiência de compra com o acesso a todas as informações referentes aos seus pedidos em tempo real. Desde a confecção do pedido até o status da mercadoria, com dados de previsão de entrega com data e horário, e acesso aos canhotos a partir do painel após a entrega, os clientes podem se programar para receber o pedido e, assim, seguir com ações de vendas que estejam planejadas, garantindo o capital de giro para não comprometer seu faturamento. Além disso, a solução pode ser configurada para fazer envio de notificações sobre o status dos pedidos, mantendo os clientes informados durante todo o processo. 

Outra característica do “Tá em Rota” é ser white label, o que permite a flexibilidade de personalização de acordo com as necessidades do cliente, sendo possível trocar cores, textos e caracterizar a página da solução com a logomarca da empresa. Com essa customização, os varejistas podem entrar diretamente no site a partir da URL de seu fornecedor e checar o pedido, eliminando a necessidade de fazer cadastros longos ou mesmo baixar qualquer aplicativo no computador ou mobile, o que permite mais agilidade ao processo.  “O propósito de todos os colaboradores do Grupo Máxima é ampliar e melhorar a experiência do nosso cliente e dos clientes dele. E, por isso o ‘Tá em Rota’ nasceu para agilizar a relação comercial entre o distribuidor e o varejo, eliminar as burocracias e dar absoluta transparência no processo desde a venda à entrega, além de trazer mais eficiência ao dia a dia dos envolvidos no processo”, finaliza Simião.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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