Grupo Martins adquire caminhões extrapesados Mercedes-Benz para operações de atacado e distribuição

O Grupo Martins adquiriu 19 caminhões extrapesados Mercedes-Benz Actros 2045 e um semipesado Atego 1719, ampliando sua frota utilizada nas operações de transferência entre centros de armazenamento e distribuição. A empresa, considerada um dos principais atacadistas distribuidores do país, realizou a compra após um processo detalhado de avaliação de modelos disponíveis no mercado.

A negociação dos 20 veículos foi conduzida pelo concessionário Ingá Veículos, de Uberlândia, cidade onde o Grupo Martins foi fundado. O processo ocorreu em parceria com a ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores), que mantêm condições especiais para empresas associadas. A Ingá Veículos disponibilizou um truck test para demonstração das características operacionais do Actros 2045.

O CEO do Grupo Martins, Rubens Batista, afirmou: “Após um criterioso processo de cotação e comparativo de marcas da mesma categoria, optamos pela Mercedes-Benz. Os veículos demonstraram ótimo equilíbrio entre potência, conforto e tecnologia embarcada, refletindo em menor custo operacional e alta satisfação dos nossos motoristas”.

Grupo Martins adquire caminhões extrapesados Mercedes-Benz para reforçar operações de atacado e distribuição

Critérios de escolha e análise de TCO

Rubens Batista também destacou que “a escolha foi fundamentada na análise do TCO (Custo Total de Propriedade), que apresentou resultados bastante competitivos, considerando aquisição, consumo, manutenção e também o valor de revenda dos veículos após a sua depreciação. Avaliamos o desempenho dos caminhões como consistente e alinhado às nossas metas de eficiência logística, integrando rotas estratégicas de distribuição e transferência”.

A frota total da empresa ultrapassa 400 caminhões, cerca da metade da marca Mercedes-Benz, e atende operações em Uberlândia, Camaçari, Hidrolândia, João Pessoa, Manaus e Cajamar.

Relação de cinco décadas com a Mercedes-Benz

A Mercedes-Benz e o Grupo Martins mantêm uma relação comercial de aproximadamente cinco décadas, com uso contínuo de caminhões da marca nas operações da empresa. Segundo Jefferson Ferrarez, vice-presidente da montadora, a fornecedora busca atender demandas específicas do cliente, como nas atuais entregas de modelos Actros e Atego. Ele destaca atributos apontados como relevantes para as operações, incluindo robustez, produtividade e disponibilidade, além de itens de tecnologia, conforto e segurança. Júlio Locatelli, gerente regional do Grupo Ingá, reforçou a proximidade com o Grupo Martins e afirma que a concessionária disponibilizou veículos para testes quando surgiu a necessidade de aquisição de novos caminhões.

Novidades dos modelos

A Mercedes-Benz passa a oferecer suspensão metálica nos caminhões Actros Evolution 2045, 2548 6×2 e 2553 6×2. O sistema utiliza molas trapezoidais com balancim e suspensor do terceiro eixo, solução indicada para operações mais severas e que priorizam estabilidade e resistência. Esses modelos continuam disponíveis também com suspensão pneumática, permitindo a escolha conforme o tipo de operação.

O Atego 1719 é ofertado em diferentes versões para atender necessidades distintas. A versão plataforma aceita vários tipos de implementos para aplicações urbanas e curtas distâncias. A versão para bebidas vem preparada de fábrica para receber carroçaria rebaixada. O Atego 1719 K é configurado para uso como basculante, adequado a pequenos serviços da construção civil. Já o Atego 1719 Full Air recebe suspensão pneumática nos dois eixos, indicada para o transporte de cargas frágeis e sensíveis, com possibilidade de rebaixamento para facilitar o acesso à carga durante entregas.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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