Grupo Interbrilho inaugura seu primeiro centro logístico no interior de São Paulo

22/07/2019

O Grupo Interbrilho acaba de inaugurar o seu Centro de Logística, que está situado em Cabreúva, no interior paulista, e foi batizado de Cabrelog. O objetivo da empresa é realizar um atendimento de nível diferenciado, estreitar o relacionamento com os clientes no estado de São Paulo, gerir suas operações de inbound, outbound, armazenagem e implementação de tecnologia, além da abertura para novos negócios, entre outros benefícios.

Instalado na mesma área onde se encontra a fábrica da companhia – uma estratégia para aumentar a velocidade no processamento de cargas -, a Cabrelog tem 2.141 m², comporta 5 mil posições de pallets e possui sua própria frota de veículos. “Ao manter seu próprio centro de logística, o Grupo Interbrilho pode planejar ações de inteligência geográfica, como o planejamento de rotas personalizadas, assim como o emprego qualificado de tecnologia, para garantir eficiência e rapidez nas entregas e, assim, melhorar a performance do atendimento aos clientes”, explica Henrique Caran, CEO da companhia.

Tecnologia

A Cabrelog conta com tecnologia de ponta em diversas etapas: o gerenciamento de armazém WMS é realizado pelo sistema ALCIS; a administração fabril conta com a ferramenta tecnológica MRP MEGA; já o SIALOG é utilizado na gestão dos transportes.

Operação logística no Brasil

O Grupo Interbrilho realiza a entrega de seus produtos em todo o Brasil, e está sempre em busca de melhorias nas operações a fim de ofertar o melhor nível de serviço para os clientes.

Com exceção do Estado de São Paulo, onde o atendimento é realizado pela Cabrelog, a Interbrilho contrata empresas especializadas com centros logísticos estrategicamente localizados para simplificar a rotina de tarefas, otimizar a malha logística, economizar recursos e aumentar a produtividade. A contratação desses fornecedores segue algumas premissas, como a reputação que possui no mercado, a adaptação dos serviços de transporte oferecidos às necessidades da empresa contratante e o nível de produtividade a partir do qual o fornecedor mantém o compromisso firmado inicialmente, entre outras.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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