GOLLOG inaugura novo Terminal de Cargas em Recife

04/05/2018

A GOLLOG, unidade de cargas da GOL, inaugurou ontem um novo terminal de cargas (TECA) no Aeroporto do Recife, em Pernambuco. Com 3.800m², o local se destaca por ser mais espaçoso e confortável e pela completa infraestrutura para os processos de triagem e manuseio de cargas, maior flexibilidade para os Clientes, com acesso direto à pista, e proximidade com a Secretaria da Fazenda (SEFAZ).

A iniciativa é parte da estratégia da companhia em ampliar o atendimento no Norte e no Nordeste do País e beneficiar os comerciantes da região, disponibilizando um terminal ainda maior e com localização de fácil acesso.

​”A inauguração de novos terminais e a otimização dos processos para o transporte de encomendas são ações traçadas pela empresa para 2018, que já estão sendo concretizadas. ​Além dos investimentos realizados nos terminais de carga em todos os principais aeroportos do País ao longo dos últimos anos, agora a GOLLOG está se concentrando também em melhorias tecnológicas que permitam serviços com ainda mais segurança, agilidade e autonomia ao Cliente final”, diz Eduardo Calderon, diretor de Cargas da GOL.

​O TECA possui modernos e rigorosos sistemas de segurança e monitoramento, com 32 câmeras funcionando 24 horas por dia e um amplo pátio específico para carga e descarga. Além disso, t​odo volume recebido passa pelo sistema de raio-X, identificando o conteúdo da mercadoria para garantir a segurança das operações da GOL.

A nova estrutura ​contemplará todos os serviços oferecidos pela unidade logística da GOL, transportando volumes para qualquer destino operado pela GOLLOG. No espaço, os Clientes terão à disposição ar condicionado, wi-fi e estacionamento gratuito.

Serviço

Endereço: Praça Ministro Salgado Filho, s/nº – Ibura – Terminal de Cargas da Infraero – CEP: 51210-010 – Recife/PE

Horário de atendimento: 24 horas por dia

Telefone: (81) 3497-6161

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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