Freto registra aumento de 39% no movimento de cargas do Agro em setembro

31/10/2022

A logtech Freto, que conecta os melhores caminhoneiros às melhores cargas do mercado rodoviário, registrou um movimento de 2 milhões de toneladas de cargas do agronegócio no mês de setembro de 2022. A marca é um crescimento recorde, de 38,8% acima do volume registrado no mesmo período de 2021. O aumento se deu devido à extensão da safra de milho, que no ano passado quebrou por conta da seca. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o volume transportado em toneladas cresceu 7,4% contra 2021. 

Outro dado levantado pela plataforma é que, no terceiro trimestre de 2022, as cargas dentro desse segmento apresentaram crescimento de 25,6% frente ao mesmo período de 2021. O primeiro trimestre deste ano já tinha registrado aumento de 12,1%. 

“Além das condições climáticas favoráveis neste ano, também observamos que o transporte de milho tem aumentado com o crescimento das usinas de etanol. Esse pico é próximo ao volume da soja transportada em fevereiro deste ano”, avalia Thomas Gautier, CEO do Freto, apontando que o agronegócio é responsável por metade das cargas contratadas na plataforma.  

10 Bilhões em fretes

Em julho deste ano, o Freto superou os R$ 10 bilhões em fretes movimentados na sua plataforma. Nos primeiros cinco meses do ano, esse volume cresceu 20% na comparação com o mesmo período de 2021. Já a receita da plataforma teve um salto de 50% no primeiro semestre de 2022. A base de caminhoneiros, extremamente qualificada, também alcançou mais de 161 mil motoristas ativos. 

“Criamos um ambiente favorável ao acesso de cargas qualificadas aos profissionais mais adequados para transportá-las, movimentando a economia com extrema eficiência, rentabilizando nosso negócio desde o início”, reforça Gautier.

A plataforma oferece soluções para toda a jornada do transporte rodoviário de maneira 100% digital, sendo considerada por caminhoneiros, transportadores e embarcadores como a mais completa do mercado. Entre os clientes institucionais, o Freto mantém um SLA (Acordo de Nível de Serviço) acima de 90%. Já na Play Store, onde o aplicativo pode ser baixado por motoristas de caminhão de todo o país, a startup mantém avaliação de 4,6, a mais alta do mercado, tendo sido avaliado por quase 10 mil motoristas. A excelência do serviço se completa com um índice de fidelidade que se mede com o caminhão viajando sempre cheio.  

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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