Foton Caminhões inaugura duas novas concessionárias em mercados estratégicos

22/03/2016

A Foton Caminhões segue firme na consolidação de sua infraestrutura de atendimento no Brasil. Em fevereiro, a rede de concessionárias da marca ganhou dois novos reforços: a Auto Líbano, em Goiânia (GO), e a Bormana, em Porto Alegre (RS).

 

No mercado Goiano desde 1999, a Auto Líbano se consolidou como uma das principais referências no segmento multimarcas. A escolha pela parceria com a Foton Caminhões se baseou principalmente na confiança da concessionária pela qualidade do produto.

 

“Foram decisivos o trem de força (motor Cummins e transmissão ZF) e a boa aceitação que o produto já conta na Região Centro-Oeste. Nós temos acesso a uma pesquisa feita com clientes que já possuem caminhões Foton e que deram respostas muito positivas. E estamos falando de frotistas que possuem cinco ou seis caminhões. Após essa prospecção, constatamos que o produto da Foton realmente veio para ficar”, diz Tácio Costa, Gerente Comercial da Auto Líbano.

 

Localizada na Avenida Goiás, 595, no Setor Norte Ferroviário de Goiânia, a revenda conta com show room de veículos novos e seminovos e completa estrutura de pós-vendas. Além do atendimento feito por mecânicos especializados, a loja também oferecerá serviços de lanternagem, pintura, seguro e irá operar com consórcio.

 

Bormana

 

Há 25 anos no mercado de pós–venda e desde 2014 operando a concessionária Foton de Caxias do Sul, a Bormana investe todo seu know how na segunda unidade para agora atender clientes Foton em Porto Alegre. A decisão pela expansão foi guiada principalmente pelo grande avanço que os veículos da montadora representam em termos de qualidade para os segmentos em que está presente.

 

“Os veículos da Foton são de excelente qualidade e a estratégia da marca no Brasil em nosso entendimento é acertada, já que inicialmente trouxe para o Brasil os veículos de 3.5 e 10 toneladas. Os modelos dessas categorias são cada vez mais necessários para praticamente todos os ramos de atividade que necessitam de transportes, além de, no caso do 3.5 toneladas, atender a legislação para trafegar em grandes centros urbanos”, afirma Everton Ramos Pazini, Gerente da Bormana.

 

A revenda está localizada na Avenida Fernando Ferrari, 233, Bairro Anchieta em Porto Alegre, com 3.000 m² e 1.800 m² de área construída e possui estrutura completa de vendas e pós-vendas, com espaços exclusivos e equipe de atendimento dedicada aos clientes Foton. Desde que começou a vender os veículos da marca, a concessionária se tornou vice-líder de segmento de 3.5 toneladas e conquistou a quarta colocação no segmento de 10 toneladas. “Diversos clientes que compraram o primeiro Foton já realizaram a segunda e até a terceira aquisição. Isto demonstra que estamos no caminho certo, nós acreditamos muito na Foton e não medimos esforços para que tudo ocorra da melhor forma” conta Everton.

 

Para o Gerente, a região de Porto Alegre e metropolitana é muito diversificada em suas potencialidades, pois concentra os pequenos empresários e grandes grupos econômicos. “Estamos nos preparando para atender de forma eficiente a demanda de cada cliente, com uma equipe bem treinada e sistemas de controle de vendas e gestão, vamos atender empresas de distribuição de gás, guinchos, materiais de construção, transportadoras, supermercados, floriculturas, entre outras. Nossos veículos se aplicam aos mais variados seguimentos e estamos preparados para povoar esta região com os caminhões Foton”, finaliza.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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