Ford Go Frotas fornece 10 Transit por assinatura para a Smolka Transportes

Fundada em 2015 em Curitiba, a Smolka Transportes conta hoje com 400 veículos na frota e, além da sede em Alphaville, SP, tem Centros de Distribuição em Porto Alegre, Goiânia, Brasília e Itajaí. Desde 2023, a empresa tem dobrado de tamanho a cada ano.

A Smolka foi uma das primeiras a utilizar a Ford E-Transit no Brasil, com 100 unidades da van elétrica operando na frota há oito meses. A experiência positiva com esse modelo também favoreceu a escolha da Transit Chassi a diesel, que deve ter a sua participação na operação ampliada este ano.

Junto com o foco na qualidade e no treinamento, o crescimento da Smolka foi impulsionado pela mudança na estratégia de operação. Até 2022, toda a sua frota era composta por veículos agregados, agora reduzidos a 40%. Os outros 60% são veículos contratados por assinatura ou locação, o que favoreceu a expansão do negócio.

“O mercado de veículos de entrega tem uma frota antiga, de 10, 12 anos. Com a assinatura, usamos só veículos novos, que não dão problemas e garantem maior disponibilidade de serviço. É um grande benefício para o nosso cliente”, diz Eduardo Smolka, CEO e fundador da empresa.

Com o serviço de assinatura do Ford Go Frotas, o cliente paga um valor fixo mensal sem se preocupar com impostos, documentação, emplacamento, revisões e seguro do veículo. Há planos a partir de cinco unidades da Transit ou da Ranger pelo prazo de 12, 24 ou 36 meses, com pacotes de rodagem de 2.000, 3.000 ou 4.000 km mensais. “Com a assinatura, o frotista tem previsibilidade de custos e pode investir o capital em outras áreas para a expansão do seu negócio”, diz Victor Coelho, supervisor de Mobilidade e Novos Negócios da Ford.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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